A ministra de Assuntos Exteriores francesa, Michèle Alliot-Marie, apesar das grandes dificuldades, conseguiu entrar nesta sexta-feira na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas, depois que dezenas de palestinos tentaram impedi-la por expressar apoio à família de um soldado israelense capturado em 2006.
A comitiva na qual Alliot-Marie viajava cruzou nesta manhã a passagem fronteiriça de Erez, no norte da Faixa. Lá, os manifestantes, a maioria parentes de presos palestinos, bloquearam a rodovia que leva a Gaza.
Com vaias à chefe da diplomacia francesa, os manifestantes expressaram assim sua repulsa aos comentários que ela fez nesta quinta-feira ao visitar a família do militar israelense Gilad Shalit, capturado em 2006 por três milícias palestinas, entre elas a do Hamas, perto da fronteira com Gaza.
A ministra francesa se reuniu na quinta-feira em Jerusalém com os pais do soldado israelense, Aviva e Noam Shalit.
Shalit é também cidadão francês. Segundo a chanceler, a França “está empregando todos os meios a seu alcance na região para fazer conseguir sua libertação”.
O porta-voz Sami Abu Zuhri, do Hamas, afirmou que os comentários de solidariedade da ministra para com o soldado refletem total parcialidade em favor de Israel.
Alliot-Marie tinha previsto se reunir com funcionários de entidades da ONU que trabalham na faixa litorânea, além de visitar o Centro Cultural Francês no centro de Gaza e o hospital Al Quds, que recebe remessas de ajuda do Governo francês.