A Autoridade Nacional Palestina (ANP) pediu hoje novamente o boicote internacional dos produtos procedentes de colônias judaicas em território palestino e exportados por Israel.
Em entrevista coletiva oferecida hoje na ONU, o ministro da Economia palestino, Bassim Khoury, foi enfático ao declarar que os produtos originais das colônias estabelecidas em solo palestino são “ilegais” e que “sua comercialização não deve ser promovida”.
O representante da ANP participou hoje da apresentação do relatório anual da Conferência da ONU para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) sobre seu programa de ajuda ao povo palestino, que denuncia mais uma vez a política de “reclusão” de Israel sobre os territórios ocupados.
“O declive econômico palestino tem sua origem na política de reclusão de Israel, que causou a erosão de sua base produtiva e a perda de parte de seu território mais fértil e de recursos naturais”, assinala o documento.
A esse respeito, Khoury sustentou que o conceito de um “Estado palestino não será realidade enquanto não acontecer a paralisação da construção de colônias e de restrição da circulação em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, onde existem mais de 600 postos de controle”.
Além disso, denunciou que o bloco “que Gaza sofre há dois anos e três meses, o que é um crime e uma vergonha”.
“Praticamente toda a atividade produtiva (em Gaza) está parada, e é permitida a entrada de somente 34 produtos básicos, que excluem o chá, o café ou ingredientes indispensáveis para a fabricação de pão”, declarou o ministro.
Apesar da ocupação, assegurou que o plano da ANP é “criar um Estado em dois anos”.
“Temos a esperança de que a comunidade internacional exercerá pressão sobre Israel para que detenha a expansão de suas colônias na Cisjordânia”, disse.