O palacete, considerado uma das mais originais residências dos monarcas Bourbons no reino das Duas Sicílias, foi submetido a árduos trabalhos de restauração durante 23 anos, tanto em seu interior quanto no entorno natural que o cerca, uma tarefa que custou cinco milhões de euro.
“Devolvemos ao mundo uma jóia que permaneceu durante anos em condições de degradação e que finalmente hoje mostra ao público seu antigo esplendor”, afirmou na inauguração o assessor regional de Bens Culturais do Governo Italiano na Sicília, Antonello Antinoro.
Dentro do edifício encontram-se elementos ornamentais de ouro, afrescos e paisagens pictóricas com muitos templos, que se somam ao próprio estilo arquitetônico do palacete para justificar o adjetivo de “cinese” (chinês, em italiano).
A obra foi encomendada em 1790 por Fernando I das Duas Sicílias e IV de Nápoles, filho do rei Carlos III da Espanha, ao arquiteto Giuseppe Venanzio Marvuglia, sob o comissariado do barão Benedetto Lombardo.
“Este edifício tem um grande significado porque representa uma parte da história de nossa cidade”, comentou o prefeito de Palermo, Diego Cammarata.
A visita ao palacete será gratuita, mas é preciso fazer reserva até o dia 18 de janeiro.