O presidente de Palau, Johnson Toribiong, disse que a medida é um gesto humanitário para evitar que os reclusos sejam devolvidos à China, onde serão perseguidos por ser membros de um grupo separatista da etnia muçulmana dos uigur.
Na semana passada, Washington pediu que sua ex-colônia recebesse os presos chineses pela rejeição da oposição republicana de que fossem presos nos EUA depois do iminente fechamento de Guantánamo.
Em 2004, o Pentágono concluiu que os 17 presos uigures não eram “combatentes inimigos”, mas os manteve presos à espera que um terceiro país os desse refúgio.
Se voltassem à China, os 17 réus, detidos no Afeganistão em 2001, enfrentariam uma condenação à pena de morte por pertencer ao Movimento de Libertação do Turquestão Oriental, tachado de grupo terrorista por Pequim.
A organização defende a independência da região de Xinjiang, dominada por muçulmanos descendentes dos turcomanos e que contém enormes reservas de recursos naturais depredadas pela etnia majoritária chinesa, segundo os uigures.