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Países que recebem refugiados iraquianos pedem ajuda internacional

Arquivo Geral

26/07/2007 0h00

Jordânia, cialis 40mg Síria e Egito pediram ajuda hoje à comunidade internacional para assumir a carga econômica e de segurança que representam para estes países os mais de dois milhões de refugiados iraquianos que chegam a seus territórios.

Os três principais países escolhidos como refúgio pelos deslocados do Iraque fizeram o pedido hoje, visit this site por ocasião da Conferência Internacional Sobre Refugiados Iraquianos, more about realizada em Amã, capital jordaniana.

Também participaram da reunião representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e da União Européia (UE), assim como delegados de Turquia, Irã, Iraque, Japão, Estados Unidos e Rússia.

O vice-secretário do Ministério do Interior jordaniano, Mojaimar Abu Jamús, encarregado de abrir a reunião, afirmou que os países que recebem os refugiados iraquianos sofrem uma “grande pressão em seus serviços públicos, na educação e nos sistemas sanitários, assim como em sua infra-estrutura”.

O vice fez um apelo à comunidade internacional e à ONU para que “redobrem suas ajudas econômicas diretas (…) para apoiar instituições jordanianas que oferecem serviços aos refugiados iraquianos”.

Além disso, ele disse que a situação de segurança no Iraque também afeta seus países vizinhos, que se viram obrigados a reforçar suas precauções, diante de possíveis ataques terroristas.

Por sua vez, o embaixador sírio em Amã, Milad Attiyah, afirmou que a solução para o problema dos refugiados iraquianos deve vir de Washington.

“Os EUA, como potência ocupante, deveriam ter uma responsabilidade especial a esse respeito, já que suas políticas são as que estão causando o sofrimento dos iraquianos”, disse Attiyah.

Além disso, o diplomata sírio pediu ao Governo de George W. Bush a encontrar uma saída política para o conflito do Iraque que garanta a segurança e estabilidade do país.

O Egito também defendeu uma solução política para o Iraque, com o objetivo de fazer frente ao problema dos refugiados iraquianos.

Para o assessor do Ministério de Assuntos Exteriores egípcio, Hani Khalaf, a única maneira de acabar com o fluxo de refugiados proveniente do Iraque é através da via política.

“A solução é um processo de conciliação nacional equilibrado, realista, que inclua todos os partidos políticos, todas as seitas religiosas e todos os grupos étnicos do país”, afirmou.

Mais de quatro milhões de iraquianos abandonaram suas casas, alguns durante o regime de Saddam Hussein, e outros após sua queda, em 2003. Este é o maior deslocamento populacional desde 1948, com o estabelecimento de Israel.

Enquanto a metade dos deslocados está no interior do Iraque, os outros dois milhões se espalham por Jordânia, Líbano, Egito, e, principalmente, Síria.

De acordo com o Acnur, pode haver 1,4 milhão de refugiados iraquianos na Síria, cerca de 750 mil na Jordânia e em torno de 7.700 no Egito.

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