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Mundo

Países preparam resolução da AIEA contra Irã

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00


O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) prepara uma resolução condenatória do programa nuclear do Irã, pela primeira vez em três anos, informaram hoje fontes diplomáticas em Viena.

As seis grandes potências (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), que tentam negociar com o Irã um acordo sobre seu polêmico programa nuclear, elaboraram um projeto de resolução para ser adotado na reunião do Conselho esta semana.

Uma fonte consultada pela Agência Efe revelou que a minuta expressa a “séria preocupação” desses seis países com a construção de uma nova unidade de enriquecimento de urânio no Irã.

Além disso, pedem que a República Islâmica seja mais transparente, para facilitar as investigações da AIEA, estagnadas há meses, principalmente quanto às possíveis dimensões militares do programa atômico iraniano.

O Conselho de Governadores, ao qual pertencem 35 países, iniciará na próxima quinta-feira, em Viena, sua principal sessão do segundo semestre, concentrada no programa nuclear iraniano.

Desde que o caso iraniano foi enviado ao Conselho de Segurança da ONU, em fevereiro de 2006, o Conselho de Governadores não tinha adotado uma resolução contra a República Islâmica.

O Conselho de Segurança adotou três rodadas de sanções comerciais e diplomáticas contra o Irã, para exigir o fim do polêmico programa de enriquecimento de urânio, um material que pode ter uso tanto civil quanto militar.

Enquanto isso, continua sobre a mesa a proposta do diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, de transferir à Rússia e à França o urânio enriquecido iraniano para sua conversão em combustível nuclear destinado a um reator científico em Teerã.

O negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, disse hoje que a República Islâmica quer garantias mais firmes dos países ocidentais antes de aceitar o acordo para a troca.

Caso não receba essa segurança, o Irã “buscará outras alternativas” para conseguir o combustível nuclear, disse.

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