As seis grandes potências (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), que tentam negociar com o Irã um acordo sobre seu polêmico programa nuclear, elaboraram um projeto de resolução para ser adotado na reunião do Conselho esta semana.
Uma fonte consultada pela Agência Efe revelou que a minuta expressa a “séria preocupação” desses seis países com a construção de uma nova unidade de enriquecimento de urânio no Irã.
Além disso, pedem que a República Islâmica seja mais transparente, para facilitar as investigações da AIEA, estagnadas há meses, principalmente quanto às possíveis dimensões militares do programa atômico iraniano.
O Conselho de Governadores, ao qual pertencem 35 países, iniciará na próxima quinta-feira, em Viena, sua principal sessão do segundo semestre, concentrada no programa nuclear iraniano.
Desde que o caso iraniano foi enviado ao Conselho de Segurança da ONU, em fevereiro de 2006, o Conselho de Governadores não tinha adotado uma resolução contra a República Islâmica.
O Conselho de Segurança adotou três rodadas de sanções comerciais e diplomáticas contra o Irã, para exigir o fim do polêmico programa de enriquecimento de urânio, um material que pode ter uso tanto civil quanto militar.
Enquanto isso, continua sobre a mesa a proposta do diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, de transferir à Rússia e à França o urânio enriquecido iraniano para sua conversão em combustível nuclear destinado a um reator científico em Teerã.
O negociador nuclear iraniano, Saeed Jalili, disse hoje que a República Islâmica quer garantias mais firmes dos países ocidentais antes de aceitar o acordo para a troca.
Caso não receba essa segurança, o Irã “buscará outras alternativas” para conseguir o combustível nuclear, disse.