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Mundo

Países pedem coordenação de segurança e luta antiterrorista no Afeganistão

Arquivo Geral

23/09/2007 0h00


O secretário-geral da ONU, approved Ban Ki-moon, information pills e o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, co-presidiram hoje uma reunião internacional na qual 17 países-chave para a reconstrução do território afegão pediram uma melhor coordenação em segurança e na luta antiterrorista.

“Todos concordamos que o Afeganistão ainda tem pela frente desafios enormes e difíceis”, afirmou Ban a jornalistas ao término da reunião, na qual os países ressaltaram seu compromisso de continuar ajudando o Governo afegão.

Estiveram presentes no encontro os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China -, a União Européia (UE) – representada pelo responsável da Política Externa e de Segurança, Javier Solana -, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, e outros organismos internacionais.

Canadá, Alemanha, Espanha, Índia, Irã, Itália, Japão, Holanda, Noruega, Paquistão, Arábia Saudita e Turquia também estavam representados na reunião.

Karzai reconheceu que o país tem “muitas dificuldades pela frente” e agradeceu à comunidade internacional “os seis anos de sacrifícios em favor da reconstrução e a ajuda para mantê-lo de pé”.

No comunicado conjunto emitido pelos países no fim do diálogo, os ministros de Exteriores reiteraram “o desejo que as partes no Afeganistão assumam progressivamente as responsabilidades em favor do seu próprio desenvolvimento e segurança”.

Ao mesmo tempo, eles se comprometeram a continuar ajudando o país e reforçaram que entre os problemas que Cabul tem pela frente está “melhorar a coordenação estratégica em segurança e na luta contra o terrorismo, a cooperação regional, a boa administração e a luta contra o narcotráfico”.

Foi discutida a crescente situação de insegurança no país, onde aumentaram as atividades violentas e terroristas da milícia radical Talibã e da rede terrorista Al Qaeda, de grupos criminosos organizados e de narcotraficantes contra a população civil, o Governo e as forças internacionais ali presentes.

A questão da segurança se tornou hoje evidente com a divulgação do desaparecimento de dois militares italianos, acompanhados pelo motorista e tradutor afegãos, que teriam sido seqüestrados na província de Herat, no oeste do país.

A Itália conta com um efetivo de 2 mil militares no Afeganistão, entre a capital, Cabul, e a província de Herat, onde as tropas italianas estão destacadas dentro da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).

Ao ser perguntado se o Governo iniciará negociações diretas com os talibãs para melhorar a segurança do país, Karzai respondeu que isso ocorre com aqueles “que não fazem parte da Al Qaeda nem de organizações terroristas”.

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