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Mundo

Países negociadores pedem informações sobre usina nuclear descoberta no Irã

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

As grandes potências que negociam com o Irã sobre seu programa nuclear, em reunião hoje na Suíça, consideram indispensável que Teerã dê informações sobre a usina descoberta perto da cidade de Qom e que se comprometa a cooperar com sua inspeção, segundo fontes diplomáticas disseram à Agência Efe.

As mesmas fontes destacaram que, apesar de a República Islâmica ter expressado sua intenção de convocar a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), não marcou nenhuma data para as inspeções, nem anunciou algum compromisso concreto.

“Quanto mais demorem a dar este passo, mais suspeitas gerarão na comunidade internacional” sobre as supostas intenções do Irã de obter armas nucleares, disseram as fontes.

O encontro entre representantes do Irã e do grupo formado pelos integrantes do Conselho de Seguranças das Nações Unidas (Estados Unidos, França, Rússia, China e Reino Unido) mais a Alemanha começou pouco depois das 10h locais (5h, no horário de Brasília), na pequena cidade de Genthod, a 6 quilômetros de Genebra.

Até o momento transcorre em um “ambiente de trabalho”, informou à Efe Cristina Gallach, porta-voz do chefe da diplomacia europeia, Javier Solana, que lidera a delegação internacional.

Ainda não foi determinado o formato do almoço previsto para mais tarde, disse Cristina, que indicou que poderia tratar-se de um cara a cara entre Solana e o chefe da delegação iraniana, Saeed Jalili, ou uma reunião geral com os diretores políticos do grupo responsável pelas negociações.

“O que tentamos é conseguir que os iranianos se comprometam com uma negociação séria sobre seu programa nuclear”, disse a porta-voz, e insistiu em que o mundo não deve se preocupar com as usinas nucleares do Irã, já que estão sob o estrito controle internacional.

“Não há perigo de proliferação nuclear. O problema é o desenvolvimento do programa nuclear oculto”, insistiu.

Nesse sentido, durante as conversas de hoje, as grandes potências tentam obter do Irã provas convincentes de que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos.

Pela primeira vez desde que a comunidade internacional convocou o grupo para abordar o tema, os EUA participam de forma plena nas reuniões, representado pelo número três da Casa Branca, William Burns, que poderia chegar a se reunir sozinho com o negociador iraniano, segundo fontes diplomáticas americanas.

Solana voltará a apresentar ao Irã as mesmas solicitações da última reunião, há 14 meses, de que Teerã paralise suas atividades de enriquecimento de urânio, além de assegurar que a comunidade internacional não imporá novas sanções, já que Rússia e China se opõem a elas.

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