Os membros do Movimento dos Países Não-Aliados (Noal), viagra sale reunidos hoje no Egito, information pills levantaram sua voz contra a crise econômica mundial, pela qual responsabilizaram as políticas hegemônicas dos países desenvolvidos.
Para a solução da situação, os participantes propuseram a reestruturação das organizações internacionais, com o objetivo de alcançar o desenvolvimento de uma verdadeira política internacional na qual todos os Estados possam participar.
“O movimento confirmou sua convicção de que todos os países do mundo devem tomar parte na busca de soluções efetivas e justas à atual crise”, disse o presidente cubano, Raúl Castro, na abertura da cúpula do Noal, que será realizada até amanhã, na cidade de Sharm el-Sheikh.
O líder cubano, que entregou a Presidência do Noal ao Egito, depois de ocupá-la por três anos, criticou duramente as políticas unilaterais do ocidente e pediu reforço à presença dos países não-alinhados nos fóruns internacionais e na tomada de decisões.
Como solução à crise financeira internacional, Castro, que entrou no salão de conferências acompanhado pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu a “refundação do sistema planetário internacional com um novo padrão de referência monetária, que não dependa da política de um só Estado”.
Mubarak, já como presidente do movimento, pediu “a instauração de uma nova ordem internacional no plano político, econômico e comercial”, uma ordem que, segundo ele, deve ser “mais equilibrada, à margem da política de dois pesos e duas medidas”.
No palácio de congressos da cidade turística, localizada no Mar Vermelho, onde as temperaturas chegaram aos 40 graus Celsius, vários dos presidentes das 118 delegações que formam o movimento pediram também a promoção de um sistema político mais equitativo e solidário.
O presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, pediu a criação de um sistema para supervisionar a divisão de ajudas a países menos desenvolvidos, como as prometidas pelo Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais desenvolvidos do mundo, mais a Rússia) na cúpula realizada na semana passada, na Itália.
“É imprescindível um mecanismo de monitoração que permita avaliar de forma efetiva o desembolso desses fundos e sua canalização no combate à fome e à miséria”, disse.
Um dos líderes que foi além em suas críticas e em seus protestos foi o presidente líbio, Muammar Gaddafi, que é conhecido por seus polêmicos discursos.
Kadafi, coberto com uma toga escura e com um turbante roxo, descreveu o Conselho de Segurança da ONU como um monopólio controlado pelas maiores potências do mundo e a Assembleia Geral como um clube de “reunião social”.
Além disso, propôs que, para fazer contrapeso aos cinco países com cadeira permanente no Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), um representante da União Africana (UA) seja incluído na câmara de tomada de decisões.
“A UA, com 52 países, deve ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. Apresentaremos uma solicitação à ONU”, disse Gaddafi, no discurso mais longo do dia.
“A América Latina, a África e o Sudeste Asiático não têm nenhuma presença (no Conselho), só na Assembleia Geral, que não tem nenhuma função, por isso uma cadeira permanente para a UA é algo necessário e indiscutível”, afirmou.
Durante a reunião, na qual destacaram as ausências, entre outros, dos líderes latino-americanos – somente Raúl Castro e Leonel Fernández participaram -, também foi discutida a necessidade de reforçar a paz e a segurança, o desarmamento nuclear, a luta contra o terrorismo, a promoção da justiça social e a melhora do meio ambiente.
Além disso, houve várias referências concretas a diferentes problemas, especialmente ao conflito israelense-palestino, diante do qual o Noal mostra sua solidariedade com os palestinos e sua condenação à política de assentamentos ilegais de Israel.
O encerramento da cúpula do Noal está previsto para amanhã à tarde. O movimento nasceu em 1961, por iniciativa do Egito, Índia e Iugoslávia, como uma alternativa aos dois blocos políticos da época da Guerra Fria.