Atualizada às 17h18
Os países industrializados que adotaram as metas do Protocolo de Kioto concordaram hoje, more about em Viena, que, até 2020, será “necessário” reduzir em entre 25% e 40% as emissões dos gases causadores do efeito estufa em relação aos níveis de 1990.
O texto do acordo, alcançado depois que a oposição de Rússia, Japão, Canadá, Suíça e Nova Zelândia foi superada, ressalta que o corte é necessário para conter os efeitos do aquecimento global.
“Alcançar o nível mínimo de estabilização (dos gases do efeito estufa) declarado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) e a correspondente limitação de seus danos” exige que os países industrializados façam o corte, afirma o documento.
A limitação das emissões tem como objetivo evitar que o aquecimento global seja superior a 2° C, aumento máximo que poderia ocorrer para que as conseqüências da mudança climática não sejam irreversíveis.
O corte sugerido em relação aos níveis de 1990, de 25% a 40% das emissões, é ambicioso, se for levado em conta que o Protocolo de Kioto propõem uma redução de apenas 5% sobre o mesmo ano.
Sob o argumento de que poderiam ter suas economias afetadas, os cinco países contrários à limitação emperraram o avanço da reunião por várias horas, até que, finalmente, as partes chegaram a um consenso quanto ao texto.
Apesar de a linguagem do acordo ter sido suavizada, o documento continua ressaltando a importância do corte, o que representou um alívio para os grupos ambientalistas, que temiam o não estabelecimento de números específicos para uma redução futura das emissões.
A faixa de redução aprovada servirá de base para os debates que acontecerão na Conferência sobre Mudança Climática que a ONU realizará em Bali (Indonésia), no mês de dezembro, quando será discutido um acordo substituto ao Protocolo de Kioto, que expira em 2012.