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Países industrializados acham necessário cortar até 40% das emissões até 2020

Arquivo Geral

31/08/2007 0h00

Atualizada às 17h18

Os países industrializados que adotaram as metas do Protocolo de Kioto concordaram hoje, more about em Viena, que, até 2020, será “necessário” reduzir em entre 25% e 40% as emissões dos gases causadores do efeito estufa em relação aos níveis de 1990.

O texto do acordo, alcançado depois que a oposição de Rússia, Japão, Canadá, Suíça e Nova Zelândia foi superada, ressalta que o corte é necessário para conter os efeitos do aquecimento global.

“Alcançar o nível mínimo de estabilização (dos gases do efeito estufa) declarado pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) e a correspondente limitação de seus danos” exige que os países industrializados façam o corte, afirma o documento.

A limitação das emissões tem como objetivo evitar que o aquecimento global seja superior a 2° C, aumento máximo que poderia ocorrer para que as conseqüências da mudança climática não sejam irreversíveis.

O corte sugerido em relação aos níveis de 1990, de 25% a 40% das emissões, é ambicioso, se for levado em conta que o Protocolo de Kioto propõem uma redução de apenas 5% sobre o mesmo ano.

Sob o argumento de que poderiam ter suas economias afetadas, os cinco países contrários à limitação emperraram o avanço da reunião por várias horas, até que, finalmente, as partes chegaram a um consenso quanto ao texto.

Apesar de a linguagem do acordo ter sido suavizada, o documento continua ressaltando a importância do corte, o que representou um alívio para os grupos ambientalistas, que temiam o não estabelecimento de números específicos para uma redução futura das emissões.

A faixa de redução aprovada servirá de base para os debates que acontecerão na Conferência sobre Mudança Climática que a ONU realizará em Bali (Indonésia), no mês de dezembro, quando será discutido um acordo substituto ao Protocolo de Kioto, que expira em 2012.

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