Os países em desenvolvimento, viagra que pouco sentiram a queda nos investimentos estrangeiros diretos (IED) no ano passado, sofrerão inevitavelmente os resultados dessa tendência em 2009, disseram hoje economistas da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Só em 2008, os IED caíram 15% em todo o mundo, comprados com recorde histórico de US$ 1,9 trilhão em investimentos de 2007. Este ano, a tendência predominante nos primeiros meses indica que os IED “continuarão caindo”.
Segundo o relatório dos analistas da Unctad, há dois fatores principais que justificam esta situação.
O primeiro é a menor capacidade que as empresas têm de investir, devido ao acesso limitado ao financiamento, tanto internamente (por causa da baixa generalizada de lucros), quanto externamente (pelo alto custo dos créditos).
De um ponto de vista psicológico, o órgão da ONU nota uma tendência em investir menos, por causa das previsões negativas para a economia, especialmente nos países industrializados, mais afetados pela recessão.
As previsões em curto prazo para os países em desenvolvimento são desanimadoras. Os economistas acreditam que “é mais provável que as companhias realizem desinvestimentos do que aproveitem as oportunidades de investimento”, disseram os analistas.
Além disso, alguns desses países podem ser “especialmente vulneráveis”, como “aqueles com sistemas financeiros abertos, mas frágeis”, ou os que dependem fortemente das exportações, haja vista a diminuição da demanda em mercados de grande importância.
“Isto pode afetar o interesse das multinacionais em investir em projetos ligados à exportação”, indica o relatório, que diz ainda que os IED também podem perder força em “países altamente dependentes de matérias-primas, como minerais, petróleo e gás”.