Menu
Mundo

Países em desenvolvimento apóiam reforma do FMI como um <i>primeiro passo</i>

Arquivo Geral

11/04/2008 0h00

O G24, treat que reúne os países em desenvolvimento, website deu nesta sexta-feira seu apoio à redistribuição de voto no seio do Fundo Monetário Internacional (FMI), visit this site mas enfatizou que este é um primeiro passo que deve ser seguido por mais transferências de poder por parte das nações avançadas.

Em comunicado conjunto emitido no final de sua reunião semestral, o G24 afirmou que a reforma proposta “é só o início para o momento de resolver o desequilíbrio fundamental na estrutura de Governo” do FMI.

Embora tenha qualificado a redistribuição como um passo positivo, o grupo afirmou que a mudança “é ainda insuficiente” e pediu um compromisso “firme” de que o processo de reforma continuará, segundo prevê a proposta aprovada pelo Conselho Executivo do FMI em 28 de março.

O projeto se baseia na criação de uma nova fórmula de divisão de poder, segundo a qual os países desenvolvidos transferem 2,7% dos votos às nações em desenvolvimento.

Os 185 países-membros do Fundo têm até o fim deste mês para se pronunciarem sobre o plano, que requer 85% dos votos para seguir adiante.

Brasil, China, Coréia do Sul e Índia são os países que mais se beneficiarão com a nova fórmula.

O acordo foi possível porque os países em desenvolvimento, liderados pelo Brasil, desistiram de exigir uma reforma mais profunda do poder de voto, que não tinha mudado basicamente desde a fundação do Fundo em 1944, e não refletia a explosão dos mercados emergentes na economia mundial.

O ministro da Economia, Guido Mantega, reconheceu hoje em entrevista coletiva no FMI que o país esperava receber uma porcentagem maior de voto.

Se a reforma for aprovada, o Brasil passará de 1,4% do voto para 1,7%, enquanto seu Produto Interno Bruto (PIB) medido como paridade de poder de compra (PPP, em inglês) subiu para 2,7% da produção mundial.

Mantega afirmou que “não foi possível uma mudança mais rápida, mas foi um avanço considerável”.

O acordo alcançado no Conselho Executivo prevê que o nível de voto dos países-membros seja revisado a cada cinco anos, para dar maior influência às nações que mais tenham crescido nesse período.

Além disso, o FMI deverá esclarecer as definições de “abertura” financeira e comercial, e de “variabilidade” econômica, dois dos fatores que integram a nova fórmula.

O G24 disse hoje que esses dois elementos refletem “distorções importantes” que prejudicam a maioria dos países em desenvolvimento.

Rússia, Irã e Arábia Saudita votaram contra a proposta no Conselho Executivo, enquanto Argentina e Egito se abstiveram.

Todos esses partidos perdem cota, assim como o resto dos países latino-americanos grandes.

Já as nações latino-americanas pequenas melhoram levemente sua posição, porque a reforma prevê um aumento do chamado “voto básico”, outorgado a todos os membros por igual, sem levar em conta o tamanho de sua economia.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado