Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deve contar no próximo mês com as entradas da Croácia, web Albânia e Macedônia, salve enquanto as candidaturas da Ucrânia e Geórgia continuam gerando dúvida, a fim de evitar problemas com a Rússia.
“A integração euro-atlântica dos Bálcãs é crucial para evitar os horrores dos anos 90, como foi a da Europa Ocidental”, afirmou o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, após o Conselho de ministros de Assuntos Exteriores dos 26 países da aliança, reunidos em Bucareste.
Os ministros foram unânimes em relação à entrada dos três países dos bálcãs – com exceção da Macedônia, cuja candidatura corre o risco de ser bloqueada pela Grécia – embora tenham deixado a decisão formal para a cúpula aliada, que será realizada em Bucareste de 2 a 4 de abril.
O ingresso da Ucrânia e da Geórgia não tem avançado em direção à denominação de “países candidatos”, embora agora seja mantido um “diálogo reforçado”.
A aproximação dos dois países não agrada à Rússia, que chegou a ameaçar apontar seus mísseis à Europa.
No entanto, ninguém quis reconhecer publicamente que este seja o motivo pelo qual as expectativas desses países ainda não foram cumpridas, mas a possibilidade de chegarem ao chamado Plano de Acesso (MAP), último passo antes da adesão, não foi suspensa.
“Ainda não se tomou nenhuma decisão. As portas da Otan seguem abertas e a decisão de quem deve atravessá-las diz respeito apenas aos países aliados”, afirmou De Hoop Scheffer.