Os países-membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) pediram hoje à comunidade internacional que “atue imediatamente” para deter o “massacre” israelense contra os palestinos na Faixa de Gaza.
Os membros do CCG fizeram este pedido no encerramento de sua cúpula anual, this iniciada ontem em Omã.
Segundo o comunicado final da reunião, o grupo manterá contatos “urgentes” com os membros permanentes no Conselho de Segurança da ONU para que a comunidade internacional assuma suas responsabilidades e ofereça a proteção necessária para o povo palestino.
Os reunidos pediram, além disso, a Israel que detenha suas práticas contra “os inocentes palestinos”.
Além disso, pediram a todas as facções palestinas que se unam nesta “época crítica” para recuperar seus direitos legítimos e estabelecer um Estado independente.
O ministro de Relações Exteriores de Omã, Youssef bin Allawi bin Abdullah, afirmou em entrevista coletiva ao término da cúpula, que “a crise da Faixa de Gaza é muito crítica”, e assegurou que se estão exercendo esforços para resolvê-la.
Abdullah classificou a reunião dos ministros de Relações Exteriores árabes, prevista para amanhã no Cairo, de “muito importante” e destacou a necessidade de uma cúpula árabe extraordinária para tratar a crise de Gaza.
Na jornada de hoje, os líderes dos países-membros do CCG aprovaram um acordo para conseguir uma união monetária entre os seis estados componentes deste organismo: Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Barein, Catar e Omã.
Esse pacto, que ainda não foi ratificado, especifica as estratégias necessárias para conseguir essa união monetária e a criação de um banco central para todos os membros do CCG.
No comunicado final da cúpula, não se especificou para quando está prevista a união.
Entre os assuntos dos quais trataram os reunidos figura também a importância de encontrar medidas para a estabilização dos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Os membros do CCG, que dispõem de 40% das reservas de petróleo do mundo, analisaram ainda os esforços necessários para enfrentar a crise econômica mundial.