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Mundo

Pais de Madeleine defendem liberdade de expressão, mas sem <i>difamações</i>

Arquivo Geral

11/12/2009 0h00

Os pais da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida há mais de dois anos e meio em Portugal, se mostraram hoje a favor da liberdade de expressão, mas que não deve incluir “distorções da verdade, mentiras e difamações”.


Kate e Gerry McCann fizeram as declarações hoje ao sair do Tribunal Civil de Lisboa, onde estava prevista a realização de uma audiência do processo judicial sobre o ex-inspetor português Gonçalo Amaral, por sugerir em seu livro “Maddie, A Verdade da Mentira” o envolvimento dos pais na suposta morte da menina.


Os pais de Madeleine asseguraram que compreendem a decisão do Tribunal Civil de adiar o julgamento até janeiro por motivo de doença do letrado que representa Amaral e acrescentaram que “não há motivos para estarem desiludidos”, porque “o processo segue adiante”.


Os McCann se declararam “totalmente defensores” da liberdade de expressão, em referência à proibição cautelar da venda do livro do ex-policial, vigente desde 9 de setembro.


No entanto, afirmaram que a liberdade de expressão não deve estar acima de outros direitos humanos e deve ser baseada no respeito à família e evitar “danificar sua reputação”.


Neste sentido, o pai de Madeleine demonstrou confiança no sistema Judiciário português e assegurou que, “se alguém passar dos limites, terá que se defender em um tribunal”.


“Não se trata de liberdade de expressão, mas de uma menina inocente que está desaparecida”, destacou Gerry, que fez um pedido para que sejam reativadas as buscas por Madeleine, que desapareceu quando dormia em um apartamento em Portimão, no sul de Portugal, antes de completar quatro anos.


O casal britânico não confirmou sua presença nas próximas sessões do julgamento, adiadas para 12, 13 e 14 de janeiro, mas antecipou que não duvidará em assistir às audiências se estiverem disponíveis,


Os McCann pedem uma indenização de, pelo menos, 1,2 milhão de euros do ex-policial por divulgar hipóteses sem provas sobre o desaparecimento de Madeleine.


Os pais da menina também solicitam a publicação em Portugal e no Reino Unido da sentença condenatória de Amaral, caso seja determinada pelo juiz.


Já Amaral assegura que o conteúdo do livro está baseado na investigação da qual fez parte como coordenador do Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judicial de Portimão.

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