Gerry McCann, more about pai de Madeleine, a menina britânica desaparecida em 3 de maio no sul de Portugal, está negociando com a direção do hospital de Leicester sobre sua possível volta ao trabalho.
McCann, de 39 anos, cardiologista do hospital Glenfield, no norte da Inglaterra, não trabalha desde que sua filha desapareceu em Praia da Luz (Algarve).
No entanto, segundo seu porta-voz, Clarence Mitchell, McCann falou com seus chefes sobre a possibilidade de se reintegrar à equipe do hospital até o fim do ano. Sua mulher, Kate, que também é médica, disse se sentir incapaz de voltar ao trabalho.
Até agora, um fundo especialmente criado para ajudar o casal a encontrar sua filha os ajudou a pagar as despesas diárias.
Mas Gerry parece disposto a voltar ao trabalho, e, segundo a imprensa, quando começar a trabalhar deve contar com proteção policial.
A casa do casal está sob observação constante da imprensa desde que os McCann retornaram ao Reino Unido com seus filhos gêmeos, em setembro.
A Polícia portuguesa continua considerando o casal suspeito do desaparecimento de sua filha, algo que eles negam taxativamente.
Segundo o jornal “The Sunday Times”, os McCann entregaram à Promotoria portuguesa uma lista de 25 testemunhas que deveriam ser investigadas em relação ao desaparecimento da menina.
As testemunhas, algumas das quais não foram interrogadas até agora pela Polícia, incluem parentes, amigos e funcionários do Ocean Club da Praia da Luz, onde os pais da menina passavam férias.
Segundo o jornal, este pedido pode causar polêmica em Portugal, onde não é habitual que suspeitos – como é o caso dos McCann – tentem influenciar na investigação.
Uma fonte próxima ao casal disse ao jornal que os McCann elegeram essas testemunhas porque todas elas “estavam presentes e podem explicar o que ocorreu aquela noite, mas porque também podem oferecer um testemunho da carinhosa relação que os pais tinham com a menina”.