O chamado “pai da bomba atômica paquistanesa”, viagra 40mg Abdul Qadeer Khan, stomach atualmente em prisão domiciliar em seu país, negou ter vendido segredos atômicos a outras nações.
Em entrevista telefônica ao jornal britânico The Independent, Khan, de 72 anos, e que sofre de câncer na próstata, desqualificou as acusações.
Ele explicou que, se fez uma confissão nos anos 70 sobre a revelação de seus segredos nucleares a outros países, como o Irã, a Líbia e a Coréia do Norte, foi somente por “interesse nacional”, e não porque se tratava da verdade.
Ele disse ter se tornado assim um “bode expiatório”, o que permitiu a outros saírem “impunes”.
Khan admitiu ter ajudado a Líbia e o Irã, mas insistiu que sua ajuda foi limitada. Ele negou ainda ter prestado qualquer tipo de auxílio a Pyongyang.
“O Paquistão adquiriu da Coréia do Norte tecnologia de mísseis para bombas nucleares”, assinalou.
O cientista paquistanês disse ter se servido de fornecedores que conhecia da época em que trabalhava na indústria nuclear na Europa quando retornou a seu país.
Essas empresas, de países como Reino Unido, Suíça, Alemanha e Holanda forneceram, segundo ele, tudo o que era necessário ao programa nuclear paquistanês.
“Quando Irã e Líbia quiseram iniciar seus respectivos programas, nos pediram conselhos. E nós lhes demos os nomes das empresas que nos tinham fornecido o material”, explicou Khan.
“Eu assessorei (esses países). O que tem de errado nisso? Eu fui o coordenador da rede, mas os fornecedores já estavam há anos no mercado”, explicou.
Khan disse ter estado duas vezes na Coréia do Norte, e insistiu que o regime de Pyongyang não precisava da ajuda do Paquistão, que tem um programa nuclear baseado no enriquecimento do urânio e não no do plutônio.
“O programa norte-coreano se baseia totalmente no reprocessamento do plutônio, tecnologia que dominavam antes de nós entrarmos no ramo”, assinalou.
Segundo outras informações, a Coréia do Norte tentou mais tarde adquirir tecnologia baseada no urânio, trocando seus sistemas de mísseis por “know how” paquistanês.
Khan disse não ter dúvidas do porquê de a condenação internacional ter recaído em sua pessoa e em seu país: “Os muçulmanos eram a única religião que ameaçava a civilização ocidental”, afirmou.