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Pacifistas colocam bandeiras sírias em estrada israelense para pedir paz

Arquivo Geral

10/07/2007 0h00

Ativistas do movimento israelense Paz Agora colocaram nesta madrugada dezenas de bandeiras sírias na principal estrada de Israel, viagra sale a que une Tel Aviv com Jerusalém, para exigir que seu Governo negocie um tratado de paz com a Síria.

O movimento lançou a campanha “Falar com a Síria agora”, com a intenção de encorajar o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, a negociar a paz com o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Bandeiras dos dois países foram colocadas do cruzamento de Shaar Hagay, a cerca de 20 quilômetros de Jerusalém, até o Parlamento.

Dois ativistas da direita nacionalista israelense, os ultra-radicais Baruch Marzel e Itamar Ben-Gvir, apresentaram esta manhã uma denúncia na Polícia contra o Paz Agora alegando que a Síria é uma país inimigo e a lei proíbe que sua bandeira seja içada em Israel.

O trajeto no qual as bandeiras foram colocadas é o mesmo que qualquer dirigente estrangeiro usa para chegar a Jerusalém, e no qual, segundo o protocolo diplomático, são colocadas as bandeiras de chefes de Estado e de Governo que estão em visita a Israel. “O Governo israelense tem a obrigação de evitar a guerra e chegar a um acordo de paz com a Síria”, disse o secretário-geral do Paz Agora, Yariv Oppenheimer. Para ele, “nos últimos meses a Síria está dando sinais de que quer negociar”.

Israel analisa há mais de seis meses se as mensagens de paz da Síria são genuínas ou se a intenção de Assad é desviar a atenção internacional dos eventos no Líbano e das acusações contra ele e seus serviços secretos de atentar contra políticos libaneses, entre eles o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, morto em 2005.

Na segunda-feira, em entrevista à rede de televisão “Al Arabiya”, Olmert convidou Assad a visitar Jerusalém “para conversar”. “Bashar al-Assad sabe que estou disposto a manter negociações diretas com ele e também que ele é quem insiste em falar com os americanos”, afirmou o chefe do Governo israelense. “O presidente americano diz que não quer ficar entre nós dois. Se Assad quer falar, podemos sentar e conversar”, acrescentou.

A declaração se refere às acusações de diferentes grupos pacifistas israelenses de que os Estados Unidos estão bloqueando qualquer iniciativa de paz entre Israel e Síria, para não permitir que Assad – que faz parte do “eixo do mal” do presidente George W. Bush – escape do banco dos réus pelo assassinato de Hariri.

Numa recente reunião com Olmert em Washington, Bush disse que o primeiro-ministro israelense era “absolutamente capaz” de alcançar um acordo de paz com a Síria sem a ajuda americana.

Israel reconhece que em qualquer acordo de paz com a Síria deverá devolver as Colinas de Golã, mas na última rodada de negociações, em 1999, as partes não conseguiram entrar em acordo sobre o lugar exato pelo qual passaria a fronteira nem sobre as garantias mútuas de segurança.

A Inteligência Militar israelense afirma que a Síria está se preparando para uma guerra iminente. Altos comandantes israelenses ordenaram este mês uma série de manobras nas Colinas de Golã para treinar seus homens.

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