São Paulo, 23 – O ouro encerrou em queda nesta sexta-feira, 23, recuando durante a sessão abaixo do patamar de US$ 4 mil, à medida que a alta dos preços do petróleo alimenta preocupações com a inflação, além da busca por liquidez em meio à recente queda das bolsas de tecnologia.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 1,30%, a US$ 4.007,9 por onça-troy, recuando 4,14% na semana. O ouro recuou à faixa de US$ 3.989,1 na mínima da sessão desta sexta.
Já a prata para dezembro recuou 1,92%, a US$ 53,949 por onça-troy, perdendo 5,9% na semana.
Na avaliação da Spartan Capital, os metais preciosos estão sofrendo pressão tanto dos desdobramentos geopolíticos como também da queda recente do Nasdaq. “Primeiro, os investidores estão levantando dinheiro; segundo, a Rússia está vendendo reservas de ouro, já que a guerra continua a devastar sua economia”, afirma.
Em meio ao aumento de tensões no Oriente Médio, a alta nos preços do petróleo impulsiona as preocupações inflacionárias e pressiona o ouro, segundo o MUFG, mesmo que o Federal Reserve (Fed) pareça confiante em manter as taxas de juros inalteradas na reunião de política monetária da próxima semana.
Para o Saxo Bank, a movimentação de preços recente aponta para um cenário em que as “vendas especulativas de curto prazo estão superando a demanda de investidores de longo prazo”. Para uma recuperação sustentada é preciso uma estabilização dos valores de energia, demanda contínua de bancos centrais e investidores em ETFs e “evidências de que a recente onda de liquidação de posições compradas chegou ao fim”.
Estadão Conteúdo