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Ouro fecha em baixa com falas apontando Fed restritivo e alta dos juros dos Treasuries

O movimento pressiona o metal, uma vez que a commodity não rende juros

Redação Jornal de Brasília

22/09/2026 16h21

ouro

Foto: David Gray / AFP

São Paulo, 22 – O contrato mais líquido do ouro fechou em baixa nesta terça-feira, 22, acompanhando perspectivas de um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais restritivo. A visão foi reforçada por declarações de dirigentes do banco central americano, o que contribuiu para uma elevação dos rendimentos dos Treasuries. O movimento pressiona o metal, uma vez que a commodity não rende juros.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 0,17%, a US$ 4.376,4 por onça-troy.

A prata para dezembro subiu 0,18%, a US$ 66,53 por onça-troy.

O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, afirmou nesta terça que a inflação é atualmente o lado mais problemático do duplo mandato da autoridade monetária e que os riscos para a estabilidade de preços superam os riscos para o máximo emprego. Segundo ele, isso justificou a alta de 25 pontos-base nos juros promovida pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) na semana passada.

Barkin lembrou que a inflação está acima da meta de 2% há mais de cinco anos e destacou que mais de 60% dos componentes do índice PCE avançam mais de 3% em termos anuais.

A presidente do Fed de Boston, Susan Collins, afirmou que apoiou a decisão do FOMC na semana passada e disse enxergar agora maior probabilidade de cenários em que a inflação permaneça “notavelmente acima de 2%”.

Segundo a dirigente, uma taxa dos Fed Funds “um pouco mais restritiva” ajudará a garantir que a inflação retorne de forma duradoura à meta.

Estadão Conteúdo

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