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Ouattara afirma que assumirá o poder "nos próximos dias"

Arquivo Geral

06/01/2011 10h00

O vencedor reconhecido pela comunidade internacional como vencedor das eleições presidenciais na Costa do Marfim, Alassane Ouattara, declarou que está “confiante” que assumirá o poder “nos próximos dias”.

“Confio que em breve vamos ter todo o poder”, garantiu Ouattara à rádio francesa “Europe1” em entrevista gravada no dia anterior e divulgada nesta quinta-feira no hotel Golfe, em Abidjan, onde permanece desde o segundo turno em 28 de novembro.

“Posso dizer que será durante o mês de janeiro”, acrescentou na entrevista à rádio gala, à qual disse que “já é hora de colocar um fim nessa situação. Laurent Gbagbo tem de deixar o poder”, disse sobre seu antecessor, que não reconhece sua vitória.

“Se Laurent Gbagbo insistir em ficar, sofrerá as consequências”, advertiu Ouattara, referindo-se a possível intervenção no país por parte da Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao), que tentou convencer Gbagbo a abandonar o poder e ameaçou enviar tropas para resolver a situação.

“A Cedeao fará. A Cedeao não pode assumir semelhantes compromissos e não aplicá-los”, estimou Ouattara.

Ouattara garantiu que seu rival recrutou “mercenários liberianos” com o objetivo de assassinar seus opositores.

As declarações de Ouattara se conhecem no dia seguinte ao Conselho de Segurança da ONU reunir-se em Nova York a portas fechadas para examinar a situação na Costa do Marfim, para qual o organismo internacional poderia enviar até 2 mil soldados a mais nos próximos dias para evitar uma nova guerra civil.

Os membros do principal órgão de segurança revisaram com o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy, a convulsa situação no país africano.

O chefe dos “capacetes azuis” expôs sua intenção de pedir nos próximos dias autorização para colocar entre 1 mil e 2 mil soldados a mais no país, onde estão 10 mil homens da missão do organismo mundial na Costa do Marfim (Unoci).

Na saída da reunião, o presidente rotativo do Conselho de Segurança, Ivan Barbalic, expressou preocupação com a “fragilidade” da situação no país e a disposição de contemplar os reforços solicitados pelo departamento de Operações de Paz da ONU (Dpko).

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