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Otan: Rutte diz que aliança militar terá papel maior no Ártico com acordo sobre a Groenlândia

Rutte também disse ser fundamental que a aliança militar se mantenha unida, ao afirmar que quem acha que a Europa pode se defender sem os Estados Unidos deveria “continuar sonhando”.

Redação Jornal de Brasília

26/01/2026 13h55

world leaders attend nato summit in washington, d.c.

Chefes de Estado posam para uma foto de grupo durante o evento comemorativo do 75º aniversário da OTAN no Auditório Andrew Mellon, em 9 de julho de 2024, em Washington, DC. Os líderes da NATO reúnem-se esta semana em Washington para a sua cimeira anual para discutir as suas estratégias e compromissos futuros, e assinalam o 75º aniversário da fundação da aliança. Kevin Dietsch/Getty Images/AFP (Foto de Kevin Dietsch / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, disse nesta segunda-feira, 26, que o bloco militar vai assumir um papel maior na segurança do Ártico, em meio ao avanço das negociações por um acordo sobre a Groenlândia com os Estados Unidos.

“Foram acordadas duas frentes de trabalho sobre a segurança da Groenlândia e do Ártico. Uma delas prevê que a Otan assuma mais responsabilidade na região”, disse Rutte, na Comissão de Segurança e Defesa do Parlamento Europeu. “Também concordamos em evitar que Rússia e China tenham mais acesso ao Ártico”, acrescentou ele, após reforçar que a relação entre Europa e Otan está “melhor do que nunca”.

Rutte também disse ser fundamental que a aliança militar se mantenha unida, ao afirmar que quem acha que a Europa pode se defender sem os Estados Unidos deveria “continuar sonhando”. Segundo ele, os países europeus precisariam gastar até 10% do PIB em defesa sem os EUA para garantir sua segurança, o dobro do projetado atualmente para o setor.

“Vladimir Putin adoraria uma força de defesa europeia separada dos Estados Unidos”, alertou, ao citar o presidente russo e a guerra na Ucrânia. Sobre a região, o secretário-geral fez questão de pontuar que não há nenhuma relação com as negociações sobre a Groenlândia. “São assuntos distintos”, disse.

Rutte destacou que a União Europeia não deve ser “excessivamente restritiva” nas condições de seu empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia no biênio 2026-2027, se referindo a política do bloco de priorizar a compra de produtos fabricados em suas fronteiras.

“Estou incentivando a União Europeia a garantir flexibilidade na forma como a Ucrânia pode usar o empréstimo para a compra de armas”, disse.

Estadão Conteúdo.

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