A Otan assegurou hoje que não há provas de que os serviços de segurança afegãos pratiquem “torturas sistemáticas” nos detidos que lhe são entregues pela Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), thumb o que vai de encontro a um recente relatório da Anistia Internacional (AI).
“A Otan tem grande respeito pela AI. Não há dúvidas de que é preciso levar em conta as preocupações que expressa, purchase mas nós confiamos em nossa política de detenções, medicine praticada em coordenação com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC) e que cumpre todos os padrões internacionais apropriados”, disse o porta-voz civil da Isaf, James Appathurai.
Em relatório publicado nesta terça-feira, a AI adverte que os países que participam da missão da Otan no Afeganistão podem estar sendo “cúmplices” de torturas por entregar detidos aos serviços de inteligência afegãos, sobre os quais pesam “sólidas evidências” de que praticam maus tratos.
Segundo o porta-voz aliado, “a Otan não tem provas de tortura sistemática de detidos entregues pela Isaf às autoridades afegãs”.
“É preciso acrescentar que não vimos qualquer prova no relatório da AI, que lemos muito cuidadosamente”, afirmou.
Appathurai lembrou ainda que o ICRC realiza por conta própria um acompanhamento dos detidos e faz inspeções.
“O Afeganistão é um país soberano com a obrigação constitucional de proteger os direitos humanos e a autoridade legal, e tem responsabilidade de tomar conta dos detidos”, ressaltou.
“Não cabe à Otan criar um sistema paralelo de detenção dentro ou fora do Afeganistão. Por tudo isso, não estamos de acordo com a proposta da Anistia de suspender a entrega de detidos” às autoridades afegãs.
“Estamos de acordo com a necessidade de investir mais no sistema penal e penitenciário afegão” e os países da Otan já estão fazendo isso “de forma significativa”, acrescentou.
Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Itália lideram os investimentos no sistema judiciário do Afeganistão. A Otan acredita que “esses esforços devem aumentar”.