A Otan considerou nesta segunda-feira (24) que sua operação na Líbia alcançou todos seus objetivos e já não existem ameaças para a população civil do país, por isso não manterá mais nenhum tipo de tropa no local.
“A Otan não tem intenção de manter forças armadas ao redor da Líbia depois do fim da operação”, explicou a porta-voz Oana Lungescu, lembrando que a decisão “preliminar” da Aliança é terminar as operações no dia 31 de outubro.
Segundo o comandante da missão, o canadense Charles Bouchard, “os objetivos foram cumpridos. Nossa análise é que desapareceu qualquer capacidade organizada para ameaçar a população”, destacou, admitindo, porém, que em um país tão grande possam existir “indivíduos” que ainda queiram lutar.
A Otan considera que essa ameaça, no entanto, pode ser administrada sem problemas pelo Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio.
O comandante aliado repassou nesta segunda-feira em entrevista coletiva o transcurso da operação da Otan, iniciada no final de março e que, a princípio, terminará em 31 de outubro.
Bouchard ressaltou que em todos esses meses a Aliança respeitou o mandato das Nações Unidas sob o qual operava e qualificou como “um sucesso” o desenvolvimento da operação.
Pensando no futuro, o militar canadense mostrou seu desacordo com os que falam da possibilidade que Líbia caia no caos e se transforme em uma nova Somália.
“Não acho que a comparação seja apropriada”, frisou Bouchard, destacando que o país ainda possui infraestruturas, capacidade de gerar renda, “um grande potencial além do petróleo” e “gente que quer paz, prosperidade e estabilidade”.
O comandante aliado expressou sua satisfação e confiança perante o compromisso do CNT de manter uma Líbia unida e suas promessas de controlar as armas distribuídas ao longo do país durante o conflito.