O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, assegurou hoje que a organização seguirá no Afeganistão “o tempo necessário” para que as forças locais sejam capazes de resistir aos insurgentes, ao início de uma reunião na qual os aliados discutem como acelerar esta transição.
Os ministros da Defesa da Otan começaram sua segunda e última jornada de Conselho informal em Bratislava, capital Eslováquia, com o propósito de estudar a avaliação do Comandante da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), o general Stanley McChrystal, que pediu acrescentar entre 30 mil e 40 mil soldados aos 68 mil no terreno.
Não se esperam anúncios de novos envios de tropas, entre outras coisas porque os países estão à espera de uma posição dos EUA ao respeito, que não se pronunciará provavelmente até depois do segundo turno das eleições presidenciais afegãs do próximo dia 7 de novembro.
Rasmussen encorajou hoje os representantes dos 28 países da Otan a definir suas prioridades para que “Afeganistão seja o suficientemente forte para resistir a insurreição e o terrorismo, que não só ameaça ao povo afegão, mas ao resto dos países”.
Em sua opinião, se surgem progressos e “há luz no fim do túnel”, as opiniões públicas nacionais apoiarão este esforço.
Para Rasmussen, no Afeganistão não se pode separar a luta contra o terrorismo e contra a insurgência, nem os talibãs da Al Qaeda.
Por isso, o dinamarquês quer que os países se mostrem dispostos a fazer mais esforços econômicos e de treinamento para que os próprios afegãos tomem a liderança com o apoio da Otan, já que por enquanto não se fala em “uma transição rumo à retirada”.
O secretário de Defesa americano, Robert Gates, assiste à sessão de hoje com a intenção de escutar aos aliados e pedir que, pelo menos, continuem com suas atuais contribuições à missão.