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Otan espera contribuir com mais 5 mil soldados a envio dos EUA

Arquivo Geral

02/12/2009 0h00

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, disse hoje que espera que os aliados enviem pelo menos 5 mil soldados e “possivelmente alguns milhares a mais” ao Afeganistão, em contribuição ao envio de 30 mil militares anunciado pelos EUA.

Todos os países que participam da missão “devem fazer mais”, afirmou Rasmussen, durante uma entrevista coletiva, na qual ressaltou que a operação no Afeganistão é “conjunta”, e “não só dos EUA”.

O responsável da Aliança Atlântica disse que os reforços devem permitir aumentar a segurança e promover a formação de soldados e policiais afegãos, de modo que, durante 2010, seja possível transferir o controle de entre 10 e 15 zonas às autoridades do país.

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    Otan espera contribuir com mais 5 mil soldados a envio dos EUA

    Arquivo Geral

    02/12/2009 0h00

    O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, disse hoje que espera que os aliados enviem pelo menos 5 mil soldados e “possivelmente alguns milhares a mais” ao Afeganistão, em contribuição ao envio de 30 mil militares anunciado pelos EUA.

    Todos os países que participam da missão “devem fazer mais”, afirmou Rasmussen, durante uma entrevista coletiva, na qual ressaltou que a operação no Afeganistão é “conjunta”, e “não só dos EUA”.

    O responsável da Aliança Atlântica disse que os reforços devem permitir aumentar a segurança e promover a formação de soldados e policiais afegãos, de modo que, durante 2010, seja possível transferir o controle de entre 10 e 15 zonas às autoridades do país.

    O resultado dessas consultas é que os países que participam da operação, excluindo os EUA, enviarão durante 2010 “pelo menos 5 mil soldados a mais, e provavelmente alguns milhares a mais”, afirmou o secretário-geral.

    Vários aliados já anunciaram nas últimas semanas o envio de mais tropas, como Reino Unido (500 militares), Polônia (600) e Eslováquia (250), assim como países que não são membros da Otan, mas estão presentes na operação (como Geórgia, que anunciou cerca de mil).

    Outros países esperarão para fazer seus anúncios após a conferência internacional sobre o Afeganistão em 28 de janeiro de 2010, em Londres, a fim de explicar a suas opiniões públicas a necessidade de se envolver mais no país asiático e as mudanças esperadas do Governo afegão.

    A Alemanha – da qual a Otan espera uma contribuição “substancial” -, Itália e França estão neste grupo, disseram fontes diplomáticas.

    Rasmussen disse que os reforços devem permitir aumentar a segurança e promover a formação de soldados e policiais afegãos, de modo que, durante 2010, seja possível começar a transferir o controle de várias áreas às autoridades nacionais.

    Também ressaltou que essa transição não é um eufemismo para uma retirada acelerada das tropas estrangeiras do Afeganistão, e insistiu em que a presença militar se estenderá “a tudo o que for necessário”.

    Acrescentou que a Otan espera que o novo Governo afegão do presidente Hamid Karzai empreenda “ação e compromissos claros” para “ganhar o apoio” de seu povo.

    Rasmussen avaliou também que, em 2010, haverá mais ajuda econômica para o desenvolvimento afegão, começando pelos US$ 5 bilhões prometidos pelo Japão, assim como pelo aumento dos esforços em nível civil da União Europeia (UE).

    Com os reforços civis, a maior ajuda ao desenvolvimento e a ação do Governo afegão, a Otan espera ver “um novo impulso”, afirmou o responsável da organização.

    Os ministros de Exteriores da Otan discutirão amanhã a estratégia da organização no Afeganistão, um debate que será ampliado na sexta-feira aos países não membros e presentes na Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), dirigida pela Otan no país asiático.

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