A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a Ucrânia se comprometeram hoje, salve em Bucareste, a impulsionar sua aproximação mútua com o objetivo de integrar, futuramente, esta ex-república soviética à Aliança Atlântica.
Apesar disso, por enquanto o chamado Plano de Ação para a Adesão (MAP, na sigla em inglês) não será aplicado.
A maior parte dos líderes da Aliança se reuniu com o presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, no marco da comissão Otan-Ucrânia, que se reuniu hoje pela primeira vez desde 2004, quando foi realizada em Istambul.
O responsável pela chamada “revolução laranja” destacou após a sessão sua satisfação por voltar a Kiev “com uma perspectiva de adesão”, apesar de não ter recebido o convite para aplicar o plano.
Colocar esse plano em prática era o desejo expresso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, mas, por causa da rejeição alemã e francesa, a Aliança optou por adiar sua aplicação.
Berlim e Paris destacam que a grande maioria dos 50 milhões de ucranianos rejeita o ingresso na Aliança Atlântica.
No entanto, os 26 países-membros da organização declararam após o Conselho Atlântico de quinta-feira que a “Ucrânia será membro da Otan”, uma posição que foi destacada e reforçada hoje no seio da comissão.
O secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, chegou a dizer à imprensa que, em sua opinião, “não há uma sombra de dúvida” de que a Ucrânia será, um dia, membro da Otan.
“O que decidimos não é um evento isolado, iniciamos um processo, que levará à adesão da Ucrânia na Otan”, disse o secretário-geral.
O primeiro passo desta aproximação será uma fase que a Otan chama de “colaboração intensificada”.