O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jaap de Hoop Scheffer, this admitiu hoje, em Praga, que a organização precisa explicar melhor as novas ameaças do século XXI, dentre as quais possíveis ataques balísticos, para que os cidadãos vejam a necessidade de um escudo antimísseis.
“Por parte da Otan, precisamos explicar o porquê de este sistema ser importante e necessário para defender o nosso povo contra as ameaças do século XXI”, disse Scheffer, após reunir-se com o primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek.
O máximo representante da Aliança Atlântica participou hoje da conferência “Defesa antimísseis após a Cúpula de Bucareste: perspectivas européias e americanas”, onde também se referiu ao “terceiro pilar”, ou seja, a contribuição dos EUA a um sistema de defesa coletivo que neutralize ataques com armas de destruição em massa.
A este terceiro pilar pertence o radar cuja construção na República Tcheca foi aprovada por Washington, o que encontrou forte oposição entre a população local. Também fazem parte da base antimísseis dez foguetes interceptores situados na Polônia.
Segundo Scheffer, a Aliança Atlântica começou a avaliar a integração dos sistemas de defesa nacionais com os da organização militar e com os desenvolvidos pelos EUA.
“Vimos os experimentos (nucleares), não podemos ignorá-los. Não é virtual, não um jogo de computadores, é real, e a resposta que devemos dar é real”, disse De Hoop Scheffer, ao apoiar a batalha diplomática que deseja jogar a partir de agora.
“A Otan tem que ser ativa, compartilhando os mesmos objetivos que os países envolvidos, e explicando à opinião pública o porquê”, assinalou o secretário-geral.