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Otan buscará <i>soluções criativas</i> para atenuar problemas no Afeganistão

Arquivo Geral

07/02/2008 0h00

Os ministros da Defesa da Otan concordaram hoje que é necessário um maior reforço das operações no Afeganistão, order e que também é preciso compartilhar o peso de uma missão cada vez mais perigosa, illness embora a rejeição dos países-membros a assumir maiores riscos tenha levado os Estados Unidos a sugerir a busca de “soluções criativas”.

A dificuldade de se chegar a um consenso sobre as responsabilidades de todos foi o centro da discussão sobre um novo modelo para a missão da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf), que deve se adaptar aos desafios colocados pelo crescente terrorismo e pela insurgência talibã.

Reino Unido, EUA, Canadá e Holanda operam na zona mais perigosa do Afeganistão – o sul – e exigem maior apoio de Espanha, França, Alemanha e Itália, que atuam no norte e no oeste do país asiático.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, que tinha aquecido o encontro com declarações e cartas aos aliados nas quais pedia um aumento de sua contribuição e uma maior disposição para o combate, mostrou-se hoje “compreensivo” e favorável à “criatividade”.

Gates sugeriu aos membros que não podem enviar mais soldados fornecerem material, e disse que aqueles que têm tropas paradas devem se situar em zonas onde possam liberar outros soldados que estejam dispostos a entrar em combate. Atualmente há 43.250 efetivos no Afeganistão, de 37 nacionalidades.

Calcula-se que sejam necessários cerca de sete mil soldados no país asiático, assim como meios logísticos e de inteligência.

Embora o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, tenha negado a existência de uma Aliança na qual alguns países estariam dispostos a enfrentar o perigo e outros não, a sugestão feita ontem por Gates em Washington marcou o desenrolar do Conselho.

Devido ao caráter informal do encontro, não estava prevista uma decisão sobre o eventual aumento de tropas ou mudanças, mas a idéia era preparar o terreno para a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do grupo no mês de abril em Bucareste, onde poderá haver alguma decisão.

Representando um dos países mais críticos à atual situação, o ministro das Relações Exteriores canadense, Peter Gordon MacKay, disse que não aumentará o número de soldados na problemática fronteira de Kandahar. Atualmente o Canadá possui 2.500 tropas no país, que irão embora em fevereiro de 2009.

Segundo várias testemunhas, o secretário de Defesa americano não foi tão explícito em seu encontro com os membros da Otan como havia sido em suas últimas declarações.

Na entrevista coletiva posterior à reunião, inclusive, assegurou que havia saído “encorajado” e disse compreender que há “razões políticas que limitam o envio de mais tropas à missão” de determinados países europeus, cujos nomes não especificou.

Segundo o ministro italiano Arturo Parisi, a questão é enfatizar a colaboração com os civis, formar forças de segurança afegãs e encorajar o aumento da qualidade de vida da população local para enfrentar os talibãs.

O secretário-geral da Otan, com esta intenção, convocou para amanhã uma segunda jornada do Conselho com outros envolvidos no Afeganistão, como o próprio Governo afegão, a União Européia, a ONU e o Banco Mundial.

O ano passado – com cerca de seis mil mortos em ações violentas – foi o mais sangrento desde que a operação internacional no Afeganistão começou, e analistas afirmam que uma sensação de “fadiga” já começa a se estender entre os países participantes

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