O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, anunciou hoje que os 25 países da Aliança ou os parceiros que cooperam com ela no Afeganistão se mostraram dispostos a enviar para esse país mais de 7 mil soldados adicionais.
Rasmussen, que não quis detalhar de onde procederão essas contribuições, disse que outros aliados e parceiros anunciarão novos reforços nas “próximas semanas e meses”.
O secretário-geral da Otan lembrou que, com os compromissos dos aliados e o aumento de tropas anunciado esta semana pelos Estados Unidos, a missão internacional no Afeganistão contará em 2010 com 37 mil soldados a mais que neste ano.
O responsável das operações militares no Afeganistão, Stanley McChrystal, tinha solicitado há meses um reforço de 40 mil soldados para aumentar a segurança no país.
“As nações estão apoiando suas palavras com fatos”, disse Rasmussen, em entrevista coletiva, depois de se reunir com os ministros de Exteriores da Otan e dos países de fora da organização que colaboram com os aliados no Afeganistão.
Além dos 43 países até agora presentes na missão internacional no Afeganistão, hoje a Coreia do Sul se uniu a esse grupo e deve enviar 300 soldados ao país, informaram fontes aliadas.
Os ministros apoiaram hoje a nova estratégia para o Afeganistão proposta pela Otan, que, além do reforço militar, inclui um aumento da ajuda ao desenvolvimento e a “intenção” de ceder o controle da segurança às forças afegãs o quando antes onde for possível, disse Rasmussen.
O secretário-geral da Aliança quis deixar claro, no entanto, que “transição não significa saída” e que não se permitirá que o Afeganistão “volte a cair nas mãos de terroristas e extremistas”.
Rasmussen insistiu em que a ideia da Otan é dar mais e mais responsabilidade ao Governo do Afeganistão, mas sempre com o “requisito de que as forças de segurança estejam preparadas para enfrentar” a situação.
“Não será uma corrida para sair, será uma transição bem coordenada e preparada para dar responsabilidade aos afegãos em províncias e distritos nos quais as condições permitirem”, disse.
Rasmussen advertiu também que “ninguém deve esperar resultados instantâneos”, mas considerou que, “com o enfoque adequado e os recursos apropriados”, pode alcançar “êxito”.
Na reunião de hoje, em Bruxelas, os países confirmaram perante a Otan seus novos compromissos, entre eles o da Itália, que enviará mil novos soldados e 140 membros da Carabinieri (Polícia militarizada); o da Polônia, que quer mandar 600 efetivos, e o do Reino Unido, com 500.