Os dois jornalistas alemães presos no Irã desde outubro por terem tentato entrevistar o filho e o advogado de Sakineh Mohammadi Ashtiani puderam se encontrar nesta segunda-feira com seus familiares, informou nesta terça-feira o Ministério de Exteriores em Berlim.
O encontro ocorreu em Tabriz, onde os dois jornalistas estão presos – um repórter e um fotógrafo -, após intensas conversas diplomáticas entre Berlim e Teerã.
O ministro de Assuntos Exteriores, Guido Westerwelle, pressionou desde o fim de semana seu colega iraniano, Ali Akbar Salehi, para que possibilitasse o encontro.
Na segunda-feira, quando parecia que a reunião não seria possível, após vários cancelamentos, Berlim convocou o embaixador iraniano para expressar o “mal-estar” causado pela situação.
As duas parentes, a irmã do repórter e a mãe do fotógrafo, do jornal “Bild am Sonntag”, viajaram na noite do dia 24 de dezembro a Teerã na esperança de poderem encontrar os jornalistas.
O encontro não ocorreu no dia do Natal nem no domingo, o que causou a reação de Berlim de convocar o embaixador e o anúncio de um retorno iminente dos familiares à Alemanha.
Os jornalistas foram presos em 10 de outubro na cidade de Tabriz, quando tentavam entrevistar o filho e o advogado de Sakineh, a mulher condenada a morte por adultério e assassinato, e corria risco de ser apedrejada.
Ambos apareceram em novembro na televisão estatal iraniana e asseguraram que tinham sido enganados pela opositora iraniana Mina Ahadi, fundadora e diretora do Comitê Internacional contra o Apedrejamento.