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Mundo

Ortega celebra com Lula vigésimo aniversário dos Acordos de Esquipulas II

Arquivo Geral

08/08/2007 0h00

O governante da Nicarágua, website Daniel Ortega, health celebrou hoje, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vigésimo aniversário dos Acordos de Esquipulas II, que tornaram possível a paz na América Central.

“Estou muito feliz de celebrar este vigésimo aniversário com a presença do povo brasileiro, representado por sua máxima autoridade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Ortega, antes de iniciar uma reunião de trabalho com o presidente brasileiro.

Devido à visita de Lula, o presidente da Nicarágua não pôde comparecer às celebrações de hoje, em San José, pelos Acordos de Esquipulas II, que contaram com a participação dos governantes de Costa Rica, Guatemala, Honduras, El Salvador e Panamá.

Ortega, que assim como seu homólogo da Costa Rica, Oscar Arias, foi um dos signatários do acordo, assinado em 7 de agosto de 1987, na Guatemala, lembrou o papel desempenhado pelo então secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o brasileiro João Baena Soares.

O presidente nicaraguense assinalou que o organismo estava então subordinado aos domínios do império, em alusão aos Estados Unidos. “Mas Baena Soares teve uma participação extraordinária no processo, com firmeza e independência frente às pressões dos norte-americanos, que ameaçavam os presidentes da América Central para que não se reunissem”, afirmou.

Neste sentido, Ortega assegurou que o presidente Arias, artífice dos acordos, e pelos quais recebeu o Prêmio Nobel da Paz de 1987, era utilizado pelos americanos “para conspirar contra a Nicarágua”.

O presidente afirmou que, em uma ocasião, Arias reuniu os líderes da região em San José, e lhes propôs que assinassem os acordos de paz, sem levar em conta a Nicarágua. “O presidente da Guatemala (Vinicio Cerezo) reagiu, e graças à sua posição firme, conseguimos dar o primeiro passo em favor da paz”, disse Ortega.

O líder sandinista declarou que o encontro com Lula em Manágua é uma homenagem à paz que hoje permeia os povos da região. “O importante é que as bandeiras da unidade e da integração estão fincadas como nunca na América Latina”, acrescentou.

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