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Mundo

Oriente assiste ao maior eclipse solar do século XXI

Arquivo Geral

22/07/2009 0h00

Uma parte da Terra terá o privilégio de vivenciar um raro fenômeno nesta quarta-feira, website 22 de julho. Às 06h23 na Índia (21h55 de terça-feira, check no horário de Brasília), here a Lua esteve em frente ao sol, mergulhando na escuridão as populações do Butão, Índia, Nepal, centro da China e ilhas do Pacífico. Será o eclipse total solar com a maior duração no século XXI.

Durante seis minutos e 43 segundos o Sol ficou completamente bloqueado pelo satélite natural. O recorde só será quebrado no próximo século, em 2132. O professor José Leonardo Ferreira, coordenador do Observatório Astronômico da Universidade de Brasília, explica que o fenômeno durará mais tempo por que a lua estará muito próxima da terra. “Isso faz com que a umbra, projeção mais forte da sombra, cubra parte da superfície terrestre durante mais tempo”, detalha.


“Se a lua está mais próxima da Terra, ela está ocultando mais área do céu e consequentemente do sol”, emenda o astrofísico do Observatório Nacional, Carlos Henrique Veiga. A escuridão deve se alongar em uma zona pouco habitada do Oceano Pacífico. Na Índia, vai durar de três a quatro minutos e, em Xangai, cerca de cinco minutos. “A latitude das localidades é determinante para que o eclipse seja visto por mais ou menos tempo”, diz Veiga.


A ausência de luz não dura mais que 7 minutos e 40 segundos nos eclipses solares. A cada mil anos, ocorrem menos que 10 eventos do tipo. O último eclipse total, em agosto de 2008, durou dois minutos e 27 segundos. O professor José Leonardo Ferreira destaca que o fenômeno é importante, porque os astrônomos podem visualizar e estudar a coroa solar a olho nu. “Além disso, a coroa é muito bonita, parece um véu de noiva”, completa.


Mitos
Eclipses solares totais de curtas durações não são raros, diz José Leonardo. “No entanto, são assustadores. De repente, tudo fica escuro. As pessoas veem o céu estrelado. O galo canta, sentimos um ventinho meio estranho”, conta o professor, que presenciou um eclipse, em 1994, em Foz do Iguaçu.

Para muitos povos, o fenômeno explica mitologias e superstições, bons e maus presságios. “Na mitologia solar, o deus criador morre e renasce. Essa morte e renascimento é uma metáfora da morte e do renascimento do Cosmo, e a vida humana está regida por todos esses ciclos”, explica José Jorge de Carvalho, professor do Departamento de Antropologia da UnB.

Os maias, astecas, babilônios e chineses tinham referência mítica no ciclo solar. No calendário desses povos, os eclipses significavam perigo porque nesses dias as divindades “desapareciam”, dando espaço para forças ocultas e destrutivas do Cosmo.

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