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Mundo

Organização investiga morte de 11 deputados colombianos

Arquivo Geral

27/07/2007 0h00

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta sexta-feira que dirigirá uma comissão legista internacional para esclarecer a morte de 11 deputados colombianos que estavam seqüestrados pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O secretário-geral da OEA, side effects José Miguel Insulza, afirmou em comunicado que a comissão começará suas tarefas “assim que os corpos dos deputados forem recuperados”.

A comissão será comandada por um médico legista eleito pela Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), para garantir a “mais alta idoneidade profissional”.

As Farc informaram no último mês que 11 dos 12 deputados de Valle del Cauca seqüestrados pela organização em abril de 2002 morreram dia 18 de junho “num fogo cruzado” com “um grupo militar não identificado”.

A confirmação oficial da OEA de que criará e dirigirá a comissão legista acontece depois que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, pediu a Insulza a ajuda do organismo continental em várias ocasiões.

Ela aconteceu também após várias semanas de especulações e incertezas sobre a criação da comissão internacional pela recusa das Farc em aceitá-la.

Na quinta-feira, a guerrilha comunicou que aceitava a comissão internacional, condicionando-a à participação da França, Espanha e Suíça, os “três países facilitadores” do processo de paz na Colômbia.

A OEA se refere a esta condição e à sugestão do Governo colombiano de incluir analistas europeus na comissão.

A organização destaca que “convidará a Espanha, a França e a Suíça para designarem um médico legista” para se unir à comissão.

Além disso, solicitará ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), o organismo humanitário encarregado de recuperar os corpos dos deputados, que nomeie um representante na comissão, diz Insulza em sua carta.

O Governo colombiano classificou a morte dos deputados como “assassinato”, pois garante que na data em que – segundo as Farc – ocorreram as mortes não foram registradas operações militares contra o grupo rebelde na região onde se acredita que estavam os seqüestrados.

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