Segundo a OCI, o curta-metragem tem “uma visão deformada do Islã” e é um insulto ao Corão, livro sagrado dos muçulmanos, que aparece no filme, e cujos versículos são citados nele.
O secretário-geral da OCI, Ekmeleddin Ihsanoglu, expressou hoje em comunicado seu descontentamento com o polêmico filme.
Segundo ele, o objetivo de “Fitna” é “discriminar os muçulmanos e despertar o ódio contra eles”.
Ainda segundo Ihsanoglu, o documentário “pretende incitar a violência, ameaça a segurança e a estabilidade no mundo” e estimula a inquietação social.
Na nota, Ihsanoglu apoiou a rejeição generalizada que está sendo gerada pelo filme e ressaltou que Wilders desafiou a comunidade internacional divulgando “Fitna” pela internet depois que “os meios de comunicação holandeses e internacionais se negaram a exibi-lo”.
“Este filme justifica e confirma as exigências feitas pela OCI sobre a necessidade de as Nações Unidas elaborarem normas sobre esse tipo de provocação”, acrescentou.
Também de acordo com a OCI, esses acontecimentos destacam a necessidade de se elaborarem leis em todos os países que proíbam essas obras, que “incitam a violência e o ódio, insultam a religião e fazem mau uso da liberdade de expressão”.
“Fitna” pôde ser vista ontem pela internet, mas antes de sua estréia oficial causou grande polêmica, já que a Europa teme uma nova crise parecida com a surgida com as caricaturas do profeta Maomé em 2007, na qual mais de cem pessoas morreram.
O documentário foi condenado pelo Governo holandês, pela União Européia (UE) e pela ONU, e recebeu duras críticas de alguns países muçulmanos, assim como anúncios de denúncias judiciais de várias comunidades islâmicas.