O ex-embaixador venezuelano e representante da oposição Milos Alcalay afirmou hoje que a expulsão do embaixador de Israel na Venezuela, more about Shlomo Cohen, decidida na terça-feira pelo Governo, é uma “página triste”.
Alcalay disse ao canal privado “Globovisión” que a expulsão de Cohen faz parte da “política-espetáculo” que o Governo do presidente Hugo Chávez faz para obter “protagonismo” internacional.
A Venezuela decidiu expulsar Cohen em vista da “flagrante violação do Direito Internacional” por parte de Israel e de sua “utilização planejada do terrorismo de Estado”, segundo um comunicado do Governo venezuelano.
O opositor, que ocupou cargos de responsabilidade no Executivo, até ter demonstrado simpatia pelo golpe de Estado de 2002, disse que a posição do Governo é “um apoio à causa do fundamentalismo”.
A atual crise diplomática entre os países teve um precedente em agosto de 2006, quando, durante a invasão israelense ao Líbano, Chávez retirou o encarregado de negócios venezuelano em Tel Aviv.
Em resposta, Israel convocou seu embaixador em Caracas, que voltou à capital venezuelana um mês e meio depois.
O último embaixador venezuelano em Israel foi Ángel Machado, que ocupou o cargo até outubro de 2004.