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Mundo

Opositor venezuelano não se apresentará à Justiça e tramita asilo político

Arquivo Geral

20/04/2009 0h00


O líder opositor venezuelano e prefeito de Maracaibo, order Manuel Rosales, “não se apresentará” hoje à audiência preliminar por um caso de suposta corrupção à qual estava convocado, e seus aliados tramitam um “asilo político” em um país amigo, anunciaram membros de seu partido.

O comparecimento de Rosales diante de uma corte de Caracas “seria um sacrifício inútil”, dado que o julgamento contra o prefeito foi “armado” e só “beneficiaria a estratégia do Governo” venezuelano de “perseguir” a dissidência, acrescentou Omar Barboza, presidente do partido Um Novo Tempo (UNT).

Isso só “beneficiaria a estratégia do Governo” do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de “perseguir” a dissidência, acrescentou o dirigente do UNT, fundado por Rosales, que atualmente se encontra na clandestinidade.

Barboza revelou que uma equipe do partido “tramita perante um país amigo”, não identificado, um “asilo político” para o líder opositor, que em “48 horas” oferecerá uma mensagem pública aos venezuelanos, mas não precisou se ele permanece na Venezuela.

“São muito evidentes as provas que temos de que Manuel Rosales sofre perseguição política”, afirmou Barboza, e citou um documento supostamente emitido pela Corte que assumiu o caso, que ordena encarcerar o prefeito, apesar de não ter acontecido a audiência preliminar onde o juiz decidiria sobre o assunto.

Esse documento recebeu uma denúncia ontem perante a Procuradoria pelo deputado opositor Ismael García, que afirmou que o mesmo “estabelece claramente a hora, os anos, o lugar de reclusão de Rosales e tudo preparado” antes da audiência preliminar.

Barboza também ressaltou que o próprio presidente Chávez anunciou publicamente sua decisão de “colocar Rosales preso”, em outubro passado, e que, a partir desse momento, ativou “todo o poder do Governo” contra o prefeito opositor.

“Ele (Rosales) sempre se negou a tomar esta decisão” de sair do país, mas “o convencemos” que “não enfrenta um julgamento justo, mas uma perseguição”, que busca sua “liquidação política e moral”, argumentou Barboza, na entrevista coletiva.

Em março, Rosales foi acusado pela Procuradoria de suposto “enriquecimento ilícito” no período 2002-2004, quando era governador reeleito do estado ocidental de Zulia, crime que acarreta penas de entre três e dez anos de prisão.

A Procuradoria também solicitou prisão preventiva para o ex-governador e ex-candidato presidencial, o que seria decidido na audiência judicial prevista hoje e bloqueou seus bens “até em dobro” do que se calcula que foi o dano patrimonial causado.


 



 

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