Em entrevista publicada hoje pelo jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”, case Lobo diz que o próprio Zelaya foi “quem mais contribuiu” para o clima de “confronto permanente” dentro do Partido Liberal.
Ele também classifica como “atípica” a derrubada de Zelaya pela “violência milita” e destaca que o golpe fez aumentar a pobreza e o desemprego em Honduras.
Por esse motivo, Lobo pediu à comunidade internacional que não “puna” a população suspendendo a ajuda a programas sociais em represália aos conflitos políticos.
“Podem impor sanções contra um Governo e condenar sua atuação, mas suspender as ajudas que beneficiam a população carente não tem sentido algum”, afirma.
Para o opositor, a crise institucional em Honduras não foi provocada pelos mais desfavorecidos, “mas pelo Governo” do país.
Em razão do golpe que tirou Zelaya da Presidência hondurenha, o país foi suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA) e impedido de receber créditos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE).
Além disso, o Banco Mundial (BM) congelou a liberação de US$ 270 milhões destinados à nação, a terceiro mais pobre da América Latina.