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Mundo

Opositor disse a advogado que temia por sua vida antes de prisão no Paquistão

Arquivo Geral

15/11/2007 0h00


O líder do partido opositor paquistanês Teehrik-e-Insaf, sickness Imran Khan, mind enviou, this site 48 horas antes de ser detido, uma mensagem por celular ao seu advogado no Reino Unido para avisá-lo que temia por sua vida.

O político e ex-capitão da seleção nacional de críquete do Paquistão foi preso na quarta-feira, durante um ato público na universidade de Lahore, onde estava planejada a realização de um protesto contra o regime do presidente do país, Pervez Musharraf.

Segundo a edição de hoje do jornal britânico The Independent, Khan disse ao advogado na mensagem que o fato de as autoridades britânicas não perseguirem judicialmente um aliado de Musharraf radicado em Londres poderia ter conseqüências fatais para ele e para seus seguidores.

O aliado em questão, Altaf Hussain, é líder do Muttahida Quami Movement (MQM) e acusado de vários atos criminosos, dentre os quais incitação à violência e assassinato. O advogado de Khan entregou a Scotland Yard um dossiê com as acusações, e atualmente está sendo realizada uma investigação por uma suposta lavagem de dinheiro de Hussain.

Khan chegou à capital britânica no começo do ano com o objetivo de pressionar as autoridades a iniciarem um processo contra o líder do MQM dentro da nova legislação antiterrorista do país, e em função de uma explosão, ocorrida em maio, que causou a morte de 42 pessoas.

No transcurso daquele incidente, vários pistoleiros abriram fogo contra partidários do presidente do Tribunal Supremo paquistanês, Iftikhar Muhammad Chaudhry, que havia sido afastado do cargo.

Na ocasião, Khan e membros dos partidos de oposição, advogados e ativistas dos direitos humanos acusaram Hussain de ordenar os atos de violência em Londres, acusações que foram prontamente negadas por ele.

O líder do MQM, de 53 anos, abandonou o Paquistão em 1992 e viajou ao Reino Unido depois que foi ditada contra ele uma ordem de prisão por assassinato. Antes de ser detido, Khan criticou as autoridades britânicas pela lentidão ao investigar Hussain, e insinuou que o Governo poderia ter motivos para isso.

O The Independent destacou hoje rumores de um recente contato do Governo britânico com Hussain e seu partido em uma tentativa de garantir a segurança da ex-primeira-ministra Benezir Bhutto em seu retorno ao Paquistão. A comitiva de Bhutto sofreu um atentado depois que esta voltou ao país, mas a ex-primeira-ministra não foi atingida.

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