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Mundo

Oposicionistas acusam presidente do Quênia de fraude eleitoral

Arquivo Geral

31/12/2007 0h00

O líder da oposição queniana, price Raila Odinga, visit web afirmou hoje não se sentir “intimidado” pelas ameaças de que pode ser detido e afirmou que o presidente Mwai Kibaki foi reeleito “com um milhão de votos fraudulentos”.

“Não vamos nos esconder, não estamos intimidados”, afirmou Odinga a vários jornalistas estrangeiros na sede de seu partido, o Movimento Democrático Laranja (ODM).

Odinga convocou seus partidários para que se reúnam hoje em um parque de Nairóbi a fim de tomar posse como “presidente do povo”, um dia depois de Kibaki ser proclamado vencedor das eleições de quinta-feira e fazer o juramento como chefe de Estado. “Ganhei e sabemos que a Comissão Eleitoral alterou a apuração”, ressaltou. “Kibaki tem um milhão de votos fraudulentos, e, portanto, não reconhecemos a decisão” da Comissão Eleitoral, acrescentou.

Na sede do ODM havia apenas jornalistas estrangeiros. O governo ordenou no domingo à noite a interrupção das emissões ao vivo da rádio e da televisão “por motivos de segurança”.

A polícia proibiu o ato que Odinga convocou para hoje e ameaçou prender os que estiverem presentes ao encontro. O parque estava cercado por dois batalhões da Polícia Militar.

“Estamos preparados para pagar o preço necessário a fim de defender a democracia”, acrescentou Odinga.

O líder da oposição pediu calma a seus seguidores para evitar os confrontos ocorridos após a divulgação do resultado oficial do pleito. Nas últimas horas entre dez e vinte pessoas morreram nos choques. “Todos os meios de comunicação estão bloqueados, o governo o controla tudo, o que demonstra o sectarismo de Kibaki e de seus auxiliares”, acrescentou Odinga.

A cúpula do ODM se reuniu para decidir se manterá o ato convocado para hoje ou suspenderá o encontro, levando em conta a proibição oficial.

Kibaki, no poder desde 2002, foi anunciado vencedor do pleito com 4.584.721 votos (46,38%), enquanto Odinga recebeu 4.352.993 (44,03%).

Os confrontos de rua continuavam hoje no bairro de Kibera, nos arredores da capital, bastião da oposição e o ponto de Nairóbi onde foram registrados os choques mais graves das últimas horas. O mercado de Kibera foi incendiado. Partidários de Kibaki eram vistos na região, que votou majoritariamente em Odinga.

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