Segundo explicaram à Agência Efe os partidários do clérigo reformista Mehdi Karroubi, doctor ficou decidido cancelar a cerimônia que seria realizada hoje em lembrança às pessoas mortas nos últimos 13 dias de protestos pelo resultado das eleições presidenciais de 12 de junho.
“É uma situação injusta, porque não se devem proibir as cerimônias religiosas em mesquitas. Mas o Ministério nos advertiu que é ilegal e que seria usada a força”, explicou a fonte, que preferiu não se identificar.
O Irã é palco há quase duas semanas de mobilizações e enfrentamentos nos quais morreram pelo menos 20 pessoas, segundo fontes oficiais.
As manifestações foram organizadas pelos três candidatos perdedores das eleições, que denunciaram uma grande fraude em favor do atual presidente, o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, que obteve uma inesperada vitória no primeiro turno.
O regime iraniano, no entanto, acusou países ocidentais, especialmente Estados Unidos e Reino Unido, de conspirar com o objetivo de forçar o que Teerã chama de “uma revolução de veludo”.