O partido oposicionista queniano Movimento Democrático Laranja (ODM, information pills em inglês) criticou hoje o silêncio do presidente do país, prescription Mwai Kibaki, pharmacy sobre o processo de criação de um Governo de coalizão enquanto novos confrontos explodem entre a Polícia e partidários da oposição.
O porta-voz do ODM, Salim Lone, disse à Agência Efe que “não houve resposta à carta enviada na terça-feira a Kibaki” pelo líder do partido e primeiro-ministro designado de um eventual Governo de coalizão, Raila Odinga.
A formação do novo Executivo foi estipulada entre o ODM e o governamental Partido de União Nacional (PNU, em inglês) com a assinatura do chamado Pacto de Reconciliação Nacional no dia 28 de fevereiro sob a mediação do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.
O silêncio de Kibaki contribuiu para aumentar a confusão criada na terça-feira pelas declarações do vice-presidente queniano, Kalonzo Musyoka.
Em entrevista coletiva, Kalonzo afirmou que o Executivo está “pronto para diminuir de 40 para 20 o número de ministros acordado com o ODM”.
O vice-presidente foi além ao dizer que o Governo também considera “a idéia de realizar novas eleições”.
As palavras de Kalonzo trouxeram mais incertezas quanto às reais intenções do Governo queniano, imóvel frente às exigências da oposição, mas aparentemente disposto a sair da crise.
Para o ODM, por outro lado, “a única coisa que Kibaki quer é ganhar tempo para permanecer no cargo que usurpou”, afirmou Lone.
Além da paralisia política em que colocou o Quênia, a crise despertou a raiva dos partidários de Odinga. Assim como na terça-feira, centenas de jovens enfrentaram as forças de segurança no bairro de Kibera, em Nairóbi.
Segundo relatos não oficiais, a Polícia abriu fogo contra os manifestantes que lançavam pedras e um número indeterminado de jovens teria ficado feridos.
A estagnação da situação política queniana preocupa a comunidade internacional. Os Estados Unidos deixaram claro seu descontentamento, tanto com Kibaki quanto com Odinga, por meio de seu embaixador em Nairóbi, Michael Ranneberger.
“As relações entre Estados Unidos e Quênia dependem do acordo para a criação de um Governo de coalizão”, disse o diplomata, acrescentando que “será muito difícil trabalhar no Quênia se o acordo não for ratificado”.
Apesar do tom ameaçador de suas palavras, Ranneberger disse confiar plenamente em “um final feliz para todos”.