O líder da oposição iraniana, tadalafil Mir Hussein Moussavi, e o ex-presidente Mohammad Khatami pediram auxílio ao Poder Judiciário iraniano, para que atue imediatamente contra “aqueles que organizam a violência”, em referência aos protestos causados pelo resultado das eleições presidenciais do país, realizadas na sexta-feira passada.
Em carta enviada ao chefe do Poder Judiciário, o aiatolá Mahmoud Hashemi Shahroudi, e divulgada hoje, ambos asseguraram que a ação de alguns grupos está sendo provocativa, em aparente alusão às Forças de Segurança e à milícia islâmica Basij.
A carta também denuncia a prisão de vários responsáveis reformistas e o ataque contra a residência de estudantes da Universidade de Teerã, que, segundo informações, ainda não contrastadas, teria causado mais de uma dezena de mortes.
“Este tipo de ações só conseguem agitar a opinião pública e criar problemas”, disseram.
Desde que, no sábado passado, o Ministério do Interior declarou a vitória do presidente Mahmoud Ahmadinejad, o Irã foi palco de protestos e sangrentos enfrentamentos entre Forças de Segurança -apoiadas por milicianos islâmicos Basij- e grupos de opositores, o que causou a morte de pelo menos sete pessoas.
Em carta similar enviada na quarta-feira ao Comitê de Segurança Nacional, Moussavi denunciou a presença de oficiais “não uniformizados” nos protestos.
O ministro de Inteligência, Gholam Hossein Mohseni Ejeii, anunciou, no mesmo dia, a prisão de 30 pessoas acusadas de organizar os protestos.
Entre os presos nos últimos dias, estão o vice-presidente do Governo anterior Mohamad Ali Abtahi, além de Behzad Nabavi e Said Hajjarian, todos reformistas.