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Mundo

Oposição paquistanesa diz que gravação confirma manipulação eleitoral

Arquivo Geral

15/02/2008 0h00

Os dois principais partidos da oposição no Paquistão asseguraram hoje que a gravação em que o procurador-geral do Estado Malik Qayyum admite que as eleições sofrerão uma fraude eleitoral em massa demonstra a vontade do Governo de manipular o pleito.

O porta-voz do Partido Popular do Paquistão (PPP), what is ed Farhatullah Babar, more about disse à Agência Efe que “esta é a prova de como a fraude veio sendo planejada durante todo este tempo”.

“O próprio procurador-geral admite que vão manipular o pleito a favor do partido governamental para que eles ganhem”, physician acrescentou o porta-voz do partido da falecida líder opositora Benazir Bhutto.

Segundo Babar, Qayyum “deve explicar qual é sua verdadeira posição e detalhar como é o plano de fraude”.

“Se o Governo fraudar as eleições, o povo paquistanês não aceitará, e vai protestar contra isso”, garantiu.

Por sua vez, um porta-voz da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) lembrou à Efe que sua legenda está a vários meses insistindo que “vai haver uma fraude eleitoral”, e que um plano havia sido criado para isso.

“Agora vêm os fatos”, acrescentou o porta-voz da legenda do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, P. Rashid.

“Já não resta nenhum tipo de dúvida, o povo do Paquistão sabe que vai ocorrer uma fraude”, disse Rashid, explicando que seu partido seguirá “protestando e dando conselhos ao povo para que lute por eleições justas e livres”.

Segundo a denúncia da organização Human Rights Watch, Qayyum teria assegurado que as eleições legislativas sofrerão uma fraude eleitoral “em massa”.

Em uma conversa telefônica privada ocorrida em novembro, e divulgada hoje por diversos meios de comunicação paquistaneses, Qayyum sugere a um homem, que não sabe por qual partido se apresentaria como candidato à Assembléia Nacional, que opte pelo partido governamental, segundo a organização.

“Farão uma fraude eleitoral em massa para que os seus ganhem”, reconheceu o procurador-geral, em alusão aos dirigentes do partido governamental, segundo a Human Rights Watch.

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