“Chamamos a população de Tbilisi a ir na segunda-feira ao Parlamento, case onde serão ouvidas novas reivindicações”, order disse Koba Davitashvili, um dos líderes do Conselho Nacional da Oposição georgiana, que reúne oito partidos.
Davitashvili acusou as autoridades de “ignorar completamente as demandas opositoras ditadas pelo povo”, e acrescentou que a oposição “está disposta a sacrificar sua vida”.
O Parlamento georgiano aprovou hoje várias emendas exigidas pela oposição, como, por exemplo, de aumentar em dois dias o prazo para a apresentação de reivindicações na comissão eleitoral.
No entanto, o Parlamento se recusou a adotar um sistema paritário para definir a composição da comissão eleitoral ou a eleição de deputados através do sistema proporcional.
A oposição exigia que somente 50 deputados fossem reeleitos através do sistema majoritário, pois considera que as autoridades teriam vantagem por controlar os Governos locais e poder mobilizar o chamado “recurso administrativo”.
Em 12 de março, o Parlamento também reduziu de 7% para 5% a barreira mínima para que os partidos cheguem ao Legislativo, e de cinco para quatro anos a duração da legislatura.
Enquanto isso, continua a greve de fome declarada por mais de 50 opositores contra o Parlamento, há quase duas semanas.
Entre outros, os manifestantes exigem a apuração dos votos do pleito presidencial de 5 de janeiro, a introdução de novas reformas eleitorais e a libertação dos presos políticos.
A oposição georgiana não reconhece como legítima o pleito de janeiro, que reelegeu o atual presidente, Mikhail Saakashvili.
Nesta sexta-feira, Saakashvili convocou eleições parlamentares para 21 de maio e pediu que a oposição abandone as ruas.
A capital da Georgia, Tbilisi, perdeu a tranqüilidade desde novembro passado, quando foi palco de manifestações maciças da oposição, reprimidas violentamente pela Polícia.
Em seguida, Saakashvili decretou estado de exceção em todo o país e convocou eleições presidenciais antecipadas, das quais saiu vitorioso.