Os principais grupos da oposição barenita exigiram nesta quinta-feira a renúncia do Governo antes de participar do diálogo nacional oferecido pela monarquia do Bahrein após os protestos que explodiram em 14 de fevereiro.
Seis grupos opositores expressaram a demanda em carta dirigida ao príncipe herdeiro de Bahrein, o xeque Salman bin Hamad al-Khalifa, encarregado de realizar o diálogo para acabar com a tensão política neste pequeno e rico reino.
A carta, assinada pelos opositores islamitas xiitas, esquerdistas e pan-árabes, exige a libertação dos presos políticos e que as autoridades garantam os direitos e a segurança dos manifestantes congregados na praça Lulu, no centro de Manama.
O texto, que foi distribuído entre os jornalistas em entrevista coletiva da oposição, pede que uma comissão independente investigue e leve a julgamento os responsáveis pelas sete mortes entre os manifestantes pela repressão policial.
Salman acrescentou que é por essa razão que a oposição faz um chamado internacional para “garantir que o Governo barenita cumpra o que comprometeu”.
Bahrein é um pequeno país do Golfo Pérsico, de 727 quilômetros quadrados e apenas 1 milhão de habitantes, metade deles estrangeiros.