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Mundo

Oposição coloca em dúvida assinatura do Tratado de Lisboa na Polônia

Arquivo Geral

08/10/2009 0h00

O presidente da Polônia, Lech Kaczynski, disse, por meio de um assessor, que poderia assinar o Tratado de Lisboa neste fim de semana, mas o irmão gêmeo dele e líder da oposição, Jaroslaw Kaczynski, afirmou hoje que a informação é “precipitada”.

O desmentido do irmão do chefe de Estado fez aumentar as dúvidas sobre a ratificação do documento, prevista para domingo, segundo o funcionário de Lech.

Em resposta a Jaroslaw, Aleksander Szczyglo, o assessor que disse que o Tratado seria sancionado no fim de semana, garantiu que Lech manterá sua palavra e assinará o texto “provavelmente no domingo de manhã”.

O Parlamento polonês (Sejm) deu seu sinal verde ao documento no ano passado. Agora, só falta a rubrica do chefe do Estado para que, de acordo com a Constituição nacional, o Tratado de Lisboa seja definitivamente aprovado no país.

Desde que a Irlanda aprovou em plebiscito a nova Constituição da União Europeia (UE), havia ficado claro que Lech ratificaria a carta. Mas, por enquanto, ninguém sabe ao certo quando isso acontecerá.

Fora o anúncio de Szczyglo, nenhum outro funcionário da Presidência indicou uma data específica para o ato, o que aumentou a incerteza que se vive em Bruxelas.

As dúvidas aumentaram ainda mais após as declarações de Jaroslaw, líder do partido conservador Lei e Justiça (PiS), de que as informações sobre a ratificação são “precipitadas”.

Toda essa incerteza tem razão de ser, uma vez que Lech, considerado um resistente à integração europeia, até pouco tempo atrás se recusava a rubricar o texto, apesar de ter participado pessoalmente das negociações do documento.

O chefe do Estado polonês dizia que não assinaria o Tratado de Lisboa porque este não era unânime na UE, dada a rejeição inicial da Irlanda à reforma da Constituição do bloco.

Porém, esse argumento deixou de fazer sentido quando o texto foi aprovado pelos irlandeses em um segundo plebiscito, realizado na semana passada.

Até o momento, apenas Polônia e República Tcheca não concluíram a ratificação do Tratado de Lisboa, cuja entrada em vigor está prevista para 2010.

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