Uma operação contra evasão fiscal na Alemanha – por conta da fraude tributária relacionada a fundações no principado de Liechtenstein – fez com que 91 sonegadores confessassem à Promotoria de Bochum e outros 72 apresentassem denúncias contra si mesmos (situação jurídica com a qual se procura evitar ser preso).
Segundo informou hoje a Promotoria, approved os fraudadores que confessaram já pagaram 27,8 milhões de euros ao fisco alemão, que ainda espera pagamentos milionários dos que se denunciaram.
O ministro das Finanças alemão, Peer Steinbrück, tinha recomendado publicamente os envolvidos a apresentarem denúncias contra si mesmos antes de a Promotoria bater às portas de suas casas.
Por enquanto, as declarações das pessoas que se entregaram voluntariamente estão sendo analisadas pela Promotoria para se avaliar se de fato as informações são suficientemente completas para que os sonegadores obtenham os privilégios judiciais.
Na Alemanha, uma lei permite que os sonegadores tragam o capital de volta ao país, ficando livres da perseguição penal se pagarem o imposto correspondente e apresentarem uma denúncia contra si mesmos.
A Promotoria não revelou nomes, mas o único claramente identificado continua sendo o ex-presidente do consórcio logístico Deutsche Post Klaus Zumwinkel, cuja prisão provisória foi amplamente divulgada na mídia.
Em relação ao caso Zumwinkel, a Promotoria negou hoje ter informado de antemão à emissora de televisão “ZDF” dos planos de registro de seu domicílio.
O escândalo fiscal, considerado o maior da história da Alemanha, foi descoberto a partir da compra de um DVD de um informante pelo serviço secreto alemão com dados de clientes do banco LTG, de Liechtenstein, que teriam criado fundações no principado para evadir impostos.
O capital dessas fundações, segundo informou hoje a Promotoria, gira em torno de 200 milhões de euros, e que isso significa que a dívida fiscal “é imensa”.
Um porta-voz da Promotoria também confirmou que, durante as investigações, foi detectado um segundo banco estrangeiro, cujo nome não foi revelado, que poderia estar envolvido no escândalo.
Até agora, as autoridades alemãs já realizaram 34 operações em Munique, 17 em Frankfurt, 24 em Stuttgart, 30 em Hamburgo e 15 em diversas cidades do estado federado da Renânia do Norte-Vestfália.