Pelo menos 20 rebeldes talibãs morreram durante uma operação antinarcóticos lançada pelo Exército afegão e tropas da missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na província de Helmand, no sul do Afeganistão, informou neste sábado à Agência Efe uma fonte da aliança ocidental.
O confronto com os membros da milícia talibã ocorreu no distrito de Baghlan e deixou dois insurgentes feridos, detalhou um porta-voz da Otan, Justin Brockoff, que acusou as vítimas de estarem envolvidas em operações ligadas ao tráfico de drogas.
A missão internacional informou em comunicado que, durante a operação – que apreendeu 120 quilos de ópio -, os rebeldes atiraram contra as forças de segurança e aí começou o tiroteio que mataria os 20 talibãs.
Houve em Baghlan há duas semanas a maior apreensão de droga desde a chegada das forças da Otan ao Afeganistão no final de 2001: 100 quilos de heroína, 80 de ópio e cerca de 7 mil litros de morfina líquida, cujo preço final teria superado US$ 350 milhões.
Na província de Helmand, cultiva-se metade do ópio produzido em todo o país, segundo um relatório apresentado nesta semana pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) e pela Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama).
O relatório estima que a produção de ópio no Afeganistão aumente 61% neste ano em relação a 2010, e chegará a 5,8 mil toneladas, algo avaliado em US$ 1,4 bilhão.
“Gostaríamos de estar equivocados, mas os piores prognósticos foram cumpridos. O ambiente volátil e a especulação fizeram subir os preços, a produção e os lucros”, declarou o enviado das Nações Unidas ao Afeganistão, Staffan de Mistura.
A ONU alertou que o Afeganistão deixou de ser um país apenas exportador e se tornou também consumidor de papoula, com um dos maiores índices de consumo de opiáceos no mundo – 2,65% entre a população de 15 a 64 anos.