A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deu início hoje, em Luanda, a sua 155ª conferência ministerial, decidida a manter sem mudanças, em 24,84 milhões de barris diários (mbd), sua cota de produção de petróleo.
Pouco antes do início da reunião, a última do “pior ano para a demanda mundial por petróleo”, segundo a Opep, vários responsáveis pelo grupo declararam que havia consenso para não alterar o nível atual de produção.
“Vimos como os preços do petróleo mantiveram sua melhora desde o baixo nível do ano passado, ainda se o mercado seguir muito volátil”, disse o ministro de Petróleo de Angola, José Maria Botelho de Vasconcelos, ao inaugurar, como presidente, a conferência em Luanda.
Destacou que o crescimento da demanda nas economias emergentes, mas que segue “em terreno negativo” nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), enquanto os estoques “estão em níveis altos”.
Por sua parte, o ministro equatoriano de Recursos Naturais Não Renováveis, Germânico Pinto, que assume hoje a Presidência anual da Opep das mãos de seu colega angolano, qualificou de “razoável” um preço para o barril de petróleo em torno dos US$ 80.
“Ter um barril de petróleo que oscile em US$ 80 é razoável, porque assegura receita para os países produtores, para investimento na área pública e na própria indústria”, disse Pinto, em declarações divulgadas por um comunicado de seu Ministério.